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O Fundescola (Fundo de Fortalecimento da Escola) vai distribuir 5000 exemplares do livro "Superando o Racismo na Escola", em bibliotecas e escolas públicas. Segundo o coordenador do livro, Kabengele Munanga, as crianças negras enfrentam preconceito racial por partes dos próprios professores. Leia mais
O governo só poderá fazer a licitação do programa de Internet escolar do projeto Telecomunidade este ano. Isso porque, na lista de corte do Orçamento da União, foi determinada a retenção de cerca de R$ 500 milhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que subsidiará o Telecomunidade. Leia mais
O Fundescola (Fundo de Fortalecimento da Escola) anunciou hoje que vai imprimir 5.000 exemplares do livro "Superando o Racismo na Escola", para distribuição a bibliotecas e escolas públicas. A obra reúne textos com abordagens diferentes sobre a história e conceitos básicos do racismo, assinados por professores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e outros. Segundo o professor do Departamento de Antropologia da USP e coordenador do livro, Kabengele Munanga, as crianças negras, quando estão na escola, ainda enfrentam preconceito racial por partes dos próprios professores. O livro tem como principal objetivo auxiliar os professores a combater o problema na sala de aula e mostrá-lo como um dos graves males que a sociedade brasileira enfrenta. O material tem sido amplamente utilizado pela Fundação Palmares nos encontros preparatórios para a Conferência Mundial contra o Racismo e o Preconceito, com data marcad para agosto, na África do Sul. O conteúdo da obra também possui textos para tratar o preconceito racial como tema transversal. "Não precisamos ser profetas para compreender que o preconceito incutido na cabeça do professor e sua incapacidade em lidar profissionalmente com a diversidade - somando-se ao conteúdo preconceituoso dos livros e materiais didáticos e às relações preconceituosas entre alunos de diferentes ascendências étnico-raciais, sociais e outras - desestimulam o aluno negro e prejudicam o seu aprendizado", escreve Munanga. Para o professor, a educação é o principal meio para questionar e desconstruir os mitos de superioridade e inferioridade entre grupos humanos, incutidos em suas cabeças pela cultura racista na qual foram socializados. Além de apoiar a publicação, o Fundescola está construindo escolas em áreas onde vivem os descendentes de quilombos, entre elas as zonas rurais dos municípios de Carinhanha e Sítio do Mato, na Bahia, e Monte Alegre de Goiás. As obras deverão ser concluídas ainda neste semestre. (Folha OnLine)
O governo só poderá fazer a licitação do programa de Internet escolar do projeto Telecomunidade este ano segundo divulgou nesta quinta-feira o portal World Telecom. Isso porque, na lista de corte do Orçamento da União, anunciada nesta quarta-feira, 25, foi determinada a retenção de cerca de R$ 500 milhões do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que subsidiará o Telecomunidade. Pelo projeto de Internet escolar, a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) tem a intenção de trazer o acesso à grande rede a cerca de 13 mil escolas de ensino médio e profissionalizante até 31 de dezembro de 2002. Como o edital do programa de educação, que já está sendo vendido, tem previsões de cerca de R$ 500 milhões e a previsão total de arrecadação para o fundo é de R$ 1 bilhão este ano, os demais programas só poderão ser licitados em 2002. Segundo explica o World Telecom, retenção, entretanto, não significa um corte ou um desvio dos recursos para o Tesouro Nacional. Conforme a lei do Fust, a arrecadação com as outorgas e com a contribuição das operadoras é vinculada ao fundo, ou seja, os recursos só podem ser investidos com a universalização. Neste caso, os cerca de R$ 500 milhões que não serão aplicados agora, ficarão para o orçamento do próximo ano, juntamente com os recursos que serão arrecadados no período. Apesar da redução, a licitação do programa de Internet escolar depende da aprovação de uma emenda no Congresso Nacional, em que estabelece que os cerca de R$ 500 milhões que ficaram livres para investimentos, deverão ser destinados ao programa. Além da Internet escolar, o Fust bancará programas do projeto Telecomunidade, como o de saúde, bibliotecas públicas, segurança, entre outros. (Último Segundo)
O líder do PT na Assembléia Legislativa de São Paulo, Carlinhos Almeida, promete apresentar após o recesso da casa um projeto de lei que suspende temporariamente o regime de progressão continuada nas escolas estaduais de São Paulo. A proposta é polêmica e mexe com um dos principais motivos de litígio entre a Secretaria Estadual de Educação e a Apeoesp (sindicato dos professores). A progressão continuada, apelidada por alguns professores de "aprovação automática", constitui na adoção de um sistema de ciclos de quatro anos, dentro dos quais os alunos podem ser poupados da repetência mesmo que não saibam parte do conteúdo cobrado nas provas. O objetivo do método é impedir que a interrupção do aprendizado desmotive estudantes e cause evasão escolar. A avaliação do aluno reprovado passa por uma análise do professor, que, sendo o caso, impede a repetência. O sistema de ciclos é visto como inovado e referendado por muitos educadores, mas após alguns anos passou a enfrentar oposição por parte de professores na rede estadual. Em uma pesquisa realizada pela Apeoesp, 90% dos entrevistados se disseram contra os ciclos. Segundo o deputado, o atual modelo de progressão continuada acaba na prática fazendo com que os alunos saiam da escola sem saber um conteúdo mínimo necessário. Carlinhos diz que o modelo do sistema implantado em São Paulo "está gerando apatia e desinteresse nos estudantes", além de "aumento da indisciplina e sérios prejuízos de aprendizado". O sistema foi implantado na gestão Covas pela atual secretária de Educação, Rose Neubauer, que diz ter baseado a idéia dos ciclos em experiencias anteriores dos educadores Paulo Freire e José Mario Pires Azanha. "O ser humano apresenta ritmos e estilos diferentes para realizar a aprendizagem, e esta não pode ser interrompida ou sofrer retrocessos", escreveu, em artigo na Folha. Rose argumenta que a progressão continuada também está prevista na LDB (Lei de Diretrizes e Bases), que estabelece os parâmetros para a educação no Brasil. O recente projeto de lei, porém, não propõe o fim definitivo do sistema de ciclos, mas a sua reformulação. Almeida quer que o sistema seja suspenso durante um ano, durante o qual um "grupo de trabalho" estudaria o assunto para criar um novo modelo de progressão continuada no Estado. A comissão seria formada por representantes de entidades sindicais, governo e educadores das universidades estaduais. (Folha OnLine) |
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