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O regulamento para isenção foi divulgado pela Coordenadoria de Assistência Social da Universidade de São Paulo (USP) no Diário Oficial de quinta-feira (24/07). Renda per capita inferior a R$ 390,00, condições de moradia e situação escolar são os principais itens para quem tenta insenção da taxa de inscrição para o vestibular da Fuvest em 2004. Leia mais:
Na próxima sexta-feira (01/08), a Prefeitura irá inaugurar o primeiro Centro Educacional Unificado (CEU), em Guaianazes. Seus portões, que levam às salas de aula amplas e coloridas, teatros, quadras esportivas, piscinas e bibliotecas, vão ser abertos pelo presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Leia mais:
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Renda per capita inferior a R$ 390,00, condições de moradia e situação escolar são os principais itens para quem tenta insenção da taxa de inscrição para o vestibular da Fuvest em 2004. O regulamento para isenção foi divulgado pela Coordenadoria de Assistência Social da Universidade de São Paulo (USP) no Diário Oficial de quinta-feira. Serão 20 mil classificados, que deverão retirar a ficha de inscrição e o manual gratuitamente nas datas estabelecidas pela coordenadoria na publicação. Para a inscrição, os interessados deverão apresentar o histórico escolar de conclusão ou declaração de curso do ensino médio em escola da rede pública ou fundação com ensino gratuito. A coordenadoria poderá visitar o candidato a qualquer momento para comprovar os dados que constam da ficha de inscrição. A Fuvest ainda não divulgou o valor da taxa de inscrição e do manual do vestibular. No ano passado, a taxa foi de R$ 55 e o manual foi vendido a R$ 7. Unesp - A Fundação para o Vestibular da Universidade Estadual Paulista (Vunesp) divulga hoje, a partir das 17 horas, a relação dos 1.015 candidatos aprovados no vestibular de meio de ano, nas escolas da Unesp e nos postos de inscrição. A lista de espera também será divulgada. As duas listas estarão
disponíveis também nos endereços www.vunesp.com.br
e www.unesp.br/vestibular.
Disque-Vunesp: (0xx11) 3874-6300.
A vizinhança quase não acredita no que vê. Erguidos em meio ao que há de mais pobre na capital, os imponentes Centros Educacionais Unificados (CEUs) são hoje a maior aposta da prefeita Marta Suplicy para mudar a cara da educação municipal. Seus portões - que levam às salas de aula amplas e coloridas, teatros, quadras esportivas, piscinas e bibliotecas - vão ser abertos na sexta-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O primeiro a começar a funcionar será o CEU Jambeiro, em Guaianases, seguido por outros 16 ainda em agosto e 4, até o início do ano que vem. A sigla CEU é providencialmente pronunciada como céu, mas a novidade está longe de ser o paraíso para todos. O alvo das maiores críticas são os R$ 15 milhões gastos pela Prefeitura para construir e equipar cada superescola. Fora os quase R$ 500 mil mensais necessários para a manutenção. Para tornar viável o megaprojeto, Marta remanejou verbas da construção e reforma de unidades escolares tradicionais. Há quem diga que esse dinheiro seria suficiente para acabar com a demanda não atendida de vagas principalmente nas creches - segundo o Ministério Público, cerca de 50 mil -, já que o preço de cada CEU equivale à construção de mais de dez escolas. Outros queriam os milhões aplicados em salários e formação para os 40 mil professores da rede. "A construção dos CEUs é uma inversão de prioridades", diz o presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Simpeem), Cláudio Fonseca. "Marta está investindo para as eleições de 2004", afirma o vereador Roberto Tripoli (PSDB). Na Prefeitura, os argumentos favoráveis se apóiam principalmente na influência do meio sobre a aprendizagem da criança e até sobre a atuação do professor. "Não adianta só construir escola, estamos preocupados com a qualidade da educação", diz a secretária municipal de Educação, Maria Aparecida Perez. O apelo social de abrir espaços sofisticados de cultura e lazer para populações carentes também ajuda os entusiastas dos CEUs. "A escola deixa de ser um lugar chato e é admirada pela comunidade. Isso impede a depredação e estimula a aprendizagem", completa o educador da Universidade de São Paulo (USP) Nélio Bizzo, que antecedeu Maria Aparecida, mas ficou só cinco dias no cargo. Complexo - Os 21 CEUs vão funcionar de domingo a domingo. Em todos eles, são 13 mil metros quadrados de área construída, com capacidade para atender 2.400 alunos em ambientes de creche, ensino infantil, fundamental e educação de jovens e adultos. Segundo a secretária, vão para as creches e para o ensino infantil dos CEUs as crianças que hoje estão fora da rede municipal, principalmente em filas de espera. No ensino fundamental haverá remanejamento de alunos de escolas próximas. Apenas 6 das mais de 50 escolas de lata - aquelas construídas com paredes de metal - serão desativadas em virtude dos CEUs. Toda a estrutura do complexo - piscinas, ginásio esportivo, quadras, pista de skate, teatro, biblioteca, salas de dança, música e cinema - será aberta à comunidade por meio de cursos programados e atividades livres. "Na área cultural, é uma revolução jamais vista", diz o secretário municipal de Cultura, Celso Frateschi. Seus argumentos são numéricos: o Município tem hoje sete teatros públicos e, com a construção dos CEUs, terá 28. Entre bibliotecas, o acréscimo é de 30%, passando das atuais 67 para 88. Usar toda essa estrutura não apenas para a recreação é o que preocupa os educadores. "Se os professores e alunos não estiverem engajados em projetos pedagógicos não vai dar em nada. É como querer melhorar a relação entre pais e filhos mudando os eletrodomésticos da casa", diz o professor da USP Nilson Machado. "A dinâmica da escola vai mudar totalmente e é preciso fazer isso com cuidado", completa a educadora Ana Rosa Abreu. Apesar de a secretária Maria Aparecida dizer que estão sendo discutidos projetos para integrar cultura, esportes e sala de aula, pouco se fala de como eles serão colocados em prática. Outro mundo - Totalmente alheios a qualquer crítica, os vizinhos dos CEUs comemoram. "É coisa de Primeiro Mundo", diz Lauro Francisco dos Santos sobre a unidade Rosa da China, em Sapopemba. O carpinteiro trabalhou na obra e agora verá seus dois filhos estudando no prédio que ajudou a construir. A Prefeitura resolveu dar prioridade de vagas nas novas unidades também aos filhos dos operários dos CEUs. Na quinta-feira, a prefeita Marta Suplicy levou prefeitos, artistas e outros convidados a Sapopemba para apresentar uma de suas crias. Como uma mãe orgulhosa, explicava cada detalhe do projeto. "Não é lindo, não é lindo?", derretia-se. A desempregada Rosângela Ferreira de Paula, sorriso aberto e um filho em cada mão, seguia a comitiva da prefeita. Mostrava às crianças, entusiasmada, pias e vasos sanitários adaptados para alunos das creches. "Minha filha vai aprender balé. Meu filho, a nadar", planejava. "Nem acredito que fizeram um lugar assim perto de casa." Piscinas são só para alunos e idosos A vista para a piscina vai continuar sendo só vista. A doméstica Vanda Maria Pacheco da Silva acompanhou o surgimento do Centro Educacional Unificado (CEU) Rosa da China no terreno do outro lado da rua - antes infestado por ratos. Quando as três piscinas começaram a ganhar forma, fez planos e avisou o marido que ele a veria aprendendo a nadar na frente de casa. Esta semana, a poucos dias da inauguração do CEU, descobriu: diferentemente das outras áreas de esporte e cultura, as piscinas só poderão ser usadas pelos alunos do complexo e por pessoas da terceira idade. "Não dá. Se todos os 2.400 alunos viessem e trouxessem o pai e a mãe para a piscina, já ia ser muita gente", justifica Marta Suplicy. A secretária da Educação, Maria Aparecida Perez, explica que as três piscinas servirão apenas para aulas de natação infantil e de hidroginástica para os idosos. "A função delas não é recreativa." Difícil será convencer a população carente, muitas vezes, justamente de recreação. "Só quero ver quando chegar o calor", diz o filho de Vanda, William, de 13 anos, que estuda em um colégio estadual e também está proibido de nadar. "O que eu quero mesmo é usar as piscinas", responde, rapidinho, Junior da Silva Costa, de 13 anos, quando perguntado sobre o que há de melhor no CEU Jambeiro, ao lado de casa. "Vamos ter de fazer uma negociação permanente com a comunidade", admite a secretária. Segurança - Há uma semana da inauguração, o complexo de Guaianases ainda parecia longe da fase do acabamento. A Prefeitura não autorizou a reportagem do Estado a entrar no primeiro CEU que será aberto, alegando que atrasaria a obra e atrapalharia os procedimentos de segurança para a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. A criançada da favela vizinha, porém, já ocupava os campos de futebol inacabados. "A Marta é a melhor prefeita que já passou por São Paulo", diz Eliane Correia, mãe de Saulo, de 4 anos, que também brincava no campo. O elogio persiste mesmo depois de esperar dois anos por uma vaga para o filho na creche. Beneficiária do Programa Renda Mínima, Eliane tinha de pagar R$ 30 para a vizinha cuidar da criança. Agora, Saulo vai fazer o ensino infantil no CEU Jambeiro. "Valeu a pena esperar. Agora ele vai ter tudo o que uma criança precisa." (O Estado de S. Paulo – 27/07/03)
As superescolas de Marta Suplicy são novidade apenas em São Paulo. O Brasil já acompanha desde os anos 80 tentativas de oferecer muito mais que apenas salas de aula nas unidades escolares públicas. Inspirado no modelo de escola-parque do educador Anísio Teixeira, o ex-governador do Rio, Leonel Brizola, inaugurou em 1985 seu primeiro Centro Integrado de Educação Pública (Ciep), também conhecido como "brizolão". Mais tarde, vendeu sua idéia ao então presidente Fernando Collor, que até chorou no lançamento dos Centros Integrados de Atenção à Criança (Ciacs). Os dois projetos foram muito aquém do prometido e acabaram abandonados. As taxas de repetência e evasão nos Cieps se mostraram mais altas que nas escolas tradicionais. Os Ciacs se tornaram alvo de escândalos de superfaturamento. A secretária Maria Aparecida Perez não vê semelhança entre CEUs, Cieps e Ciacs. "O CEU é o centro de uma rede e tem inter-relação com as outras escolas do entorno", diz. "Além disso, parte do sucesso depende do envolvimento da comunidade, que, nos CEUs, vai participar das decisões e das orientações." Para Cláudio Fonseca, do Simpeem, os "escolões" do PT são contraditórios, já que o partido sempre criticou políticas que priorizavam investimento em estrutura. "As pessoas não podem ter mudado tanto a ponto de acreditar que os prédios sejam mais importantes que o ensino." (O Estado de S. Paulo – 27/07/03)
O governo federal deve lançar nos próximos dias o projeto Segundo Tempo, que vai promover atividades esportivas para alunos das escolas públicas no turno oposto (manhã ou tarde) àquele em que os estudantes estão assistindo às aulas. (Folha Online – 28/07/03) |
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