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Unesp (Universidade Estadual Paulista) está com inscrições abertas para o processo seletivo 2004. Os interessados devem se inscrever até o dia 10 de outubro. Leia mais:
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A Unesp (Universidade Estadual Paulista) está com o processo seletivo aberto até 10 de outubro. O manual do candidato custa R$ 10 e a taxa de inscrição, R$ 73. (Folha Online – 29/09/03)
No total, são 3.146 vagas, sendo 1.462 em São Paulo e 1.684 em outras 20 cidades espalhadas pelo Estado. Em Osasco, a instituição está oferecendo 96 vagas, das quais 32 no curso de Desenho de Projetos e 64 no de Metalurgia. Os cursos são gratuitos e começam no primeiro semestre de 2004. Os alunos pagam somente uma taxa semestral referente ao material didático, que varia de R$ 120 a R$ 180, dependendo do curso escolhido. Os interessados devem comprovar a conclusão do ensino médio no dia de início das aulas. E a instituição avisa que não aceitará matrícula de alunos que estejam em outro programa gratuito da instituição. Para participar dos cursos, é necessário fazer uma prova de admissão - que acontece no dia 9 de novembro. O exame é composto por 60 questões de múltipla escolha - 20 de Língua Portuguesa, 20 de Matemática e 20 de Ciências da Natureza ( Física, Química e Biologia). O gabarito oficial será divulgado na internet no dia 10 de novembro. O resultado oficial dos classificados e suplentes sairá no dia 3 de dezembro.O Senai-SP oferece 30 modalidades de curso, que incluem Alimentos, Automação Industrial, Eletrônica, Processamento de Alimentos, Vestuário, entre outras. Parte dos alunos da instituição terá direito a uma bolsa-auxílio no valor de R$ 240 por mês, mais vale-transporte e vale-alimentação de R$ 4,00 por dia. A bolsa é concedida levando em consideração dois critérios: socioeconômico e de desempenho escolar. Para obter o diploma, é preciso cumprir carga horária de no mínimo 1.300 horas, em que estão incluídos o estágio obrigatório de prática profissional, com no mínimo 400 horas. Mais informações podem ser obtidas nos sites: www.sesisp.org.br ou www.sp.senai.br. (Jornal da Tarde – 29/09/03)
Este ano serão dois tipos de processo seletivo: para o ensino médio normal e para os cursos técnicos. Ao todo, são 32.381 vagas, sendo 7.804 no ensino médio e 24.577 nos cursos técnicos. O manual do candidato estará disponível na escola em que o aluno pretende fazer o curso, ao preço de R$ 5. As taxas variam de R$ 20 (ensino médio) a R$ 15 ( curso técnico) e devem ser pagas em agências do Banespa, cujos endereços estão no manual do candidato. Além da ficha de inscrição e do comprovante de pagamento da taxa, os alunos que farão a prova de ensino médio devem levar o documento de identidade. No caso dos cursos técnicos, além da ficha, é preciso o diploma de conclusão de curso ou o comprovante de matrícula na atual escola. O exame acontece no dia 23 de novembro, das 9h às 12h30. Mais informações, no site www.centropaulasouza.com.br ou no telefone 6845-8100. (Jornal da Tarde – 29/09/03)
Começam hoje as inscrições para as escolas técnicas estaduais. Serão oferecidas um total de 32.381 vagas para os 50 cursos oferecidos nas 104 unidades distribuídas pelos municípios da Grande São Paulo e do interior do Estado. As inscrições acontecem até o dia 14 de outubro. (Folha Online – 29/09/03) No Brasil, educação é terra de achismos. Todo mundo acha que a escola pública é ruim, que a particular é cara e que a mensalidade é fundamental na hora de escolher a instituição. Mas uma pesquisa inédita, realizada pelo Datafolha neste mês, mostra que os pais contrariam a maioria desses pressuspostos. (Revista da Folha – 28/09/03)
A professora tukana Eneide Prado Freitas, 28, ensina em português, e as cartilhas são em português. As crianças são da etnia hupda e só entendem sua própria língua. Virgulino Penedo Pena, 30, da mesma etnia, é o intérprete. Vai passando cada frase do português para o hupda. É ele também quem conta a história, os costumes e as tradições da tribo. As cerca de 20 crianças, do pré e em início de alfabetização, pertencem à mais esquecida das 22 etnias que habitam a região da Boca do Cachorro, na região do Alto Rio Negro, divisa do Estado do Amazonas com a Colômbia. As aulas são dadas debaixo de uma grande palhoça, e a merenda escolar leite em pó, feijão, macarrão, carne enlatada -é preparada pela própria professora. Quando acaba a comida, os alunos não vão à escola. "Quase metade do tempo ficamos sem aula", dizem os professores. Das 57 crianças que começaram o ano nas duas escolas da aldeia, só 27 continuam estudando hoje. Para chegar à comunidade hupda de Santo Atanásio, saindo de São Gabriel da Cachoeira (a 847 km de Manaus), são necessárias 14 horas de barco a motor (voadeira) subindo o rio Negro, o rio Uaupés e entrando pelo igarapé Japuri. Depois são outras duas horas de caminhada pela mata, na velocidade dos hupdas, "os senhores do caminhos", como são conhecidos. O que acontece com os hupdas de Santo Atanásio é um dos sonhos da comunidade indígena do Alto Rio Negro. Ou seja, que cada escola, além do professor que ensine o português e as matérias convencionais, tenha um interprete na sala, alguém aceito pela comunidade como conhecedor dos costumes e das tradições e que possa ensinar a língua materna para os alunos. A presença de professores indígenas de outras etnias e que não falam a língua das crianças é uma das aberrações que acontece na região, fruto de um sistema estabelecido em gabinetes, "por gente que não conhece a nossa realidade", como dizem líderes locais. Segundo Henrique Veloso Vaz, 47, professor da etnia desano e representante da Funai (Fundação Nacional do Índio), para ser professor indígena, é preciso estar cursando o magistério indígena. O intérprete hupda, Virgulino, continua dando aulas na mata sem saber que já foi demitido. Vaz falou como coordenador
da primeira assembléia dos professores indígenas do Alto
Rio Negro, que terminou ontem em São Gabriel. Alguns dos 150 professores
indígenas viajaram mais de quatro dias e quatro noites. Reagiam
sobretudo às decisões que não levam em consideração
as distâncias e as diferenças de etnias e línguas.
Para receber o salário em São Gabriel, muitos perdem até
dez dias de aula. Os contratos precisam ser renovados a cada ano, o que
desperdiça meses. A Secretaria de Estado da Educação do Amazonas, que tem 12 escolas na áreas indígenas do Alto Rio Negro, disse que criou uma subcoordenadoria para educação escolar indígena, coordenada por um indígena. "Estamos empenhados na formação de professores", disse Nídia Regina Sá, representante da pasta. Tanto a secretaria estadual quanto a municipal reconhecem, no entanto, problemas nas condições de ensino. O tukano João Bosco Aguiar Marinho, coordenador de educação indígena da prefeitura, diz que ainda há "muitas crianças que estudam sentadas em folhas de bananeira". "As autoridades não estão dando a importância que a questão indígena merece", reconheceu. (Folha de S. Paulo – 29/09/03) |
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