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A falta de veículos da Guarda Civil paulistana irá prejudicar o patrulhamento nas escolas na volta às aulas. Apenas 87 dos 351 veículos da frota poderão ir para as ruas fazer a ronda nas 1 591 escolas da rede municipal. Leia mais.
Jovens "adotam" supletivo em Brasília e tentam estimular adultos a retomarem os estudos. A iniciativa inclui também, palestras e atividades elaboradas pelos adolescentes para manter o ânimo dos novos alunos durante todo o ano. Leia mais.
Com apenas 87 dos 351 dos veículos da frota em condições de uso, a Guarda Civil admite que não conseguirá fazer a ronda escolar em todas as 1.591 unidades da rede municipal de ensino a partir do dia 8, início das aulas. O comandante da guarda, coronel Josias Sampaio Lopes, disse estar trabalhando na elaboração do plano de segurança múltipla, que visa contar com o apoio das Polícias Civil e Militar nas operações de ronda escolar. "Vai ser difícil. Estamos fazendo reuniões com as mães dos alunos para explicar nossa situação", afirma o comandante. Segundo levantamento da própria guarda, a violência nas escolas municipais bateu recorde no ano passado, chegando a 81,5% a mais do que em 1999 nos casos de agressão, furto, atentado ao pudor e entorpecentes. De acordo com o comandante, os carros mais novos da Guarda Civil foram comprados em 1995, durante a administração Maluf. Para ele, a garagem que concentra a maior parte da frota sucateada da corporação é um verdadeiro cemitério de veículos. Segundo o inspetor Francisco Marino, a garagem da GC é consequência de um erro de estrutura da própria prefeitura que vem se arrastando há anos. "Nós não temos mecânicos em nosso quadro. Temos que deslocar guardas para trabalhar no conserto dos carros." O inspetor disse que a GC precisaria de R$ 5 milhões para renovar a frota, mas só dispõe de R$ 500 mil no orçamento deste ano. Os guardas contam que, se não fosse a ajuda de pessoas da comunidade que doam equipamentos e a iniciativa deles mesmos, que pagam pelos consertos com o próprio dinheiro, a situação dos carros da GC seria bem pior. Mas os problemas da GC não param por aí. O sistema de comunicação por rádio, segundo informações dos guardas, funciona muito precariamente. Um deles conta que em 1994 estava em uma perseguição quando houve troca de tiros e os bandidos jogaram uma granada em direção ao carro da guarda. "Fui alvejado e tentei pedir apoio pelo rádio, mas a comunicação estava cheia de falhas. O socorro demorou horas para chegar." O guarda afirma que, desde então, a qualidade do sistema de comunicação só piorou. O sucateamento da frota
de veículos da prefeitura tem consequências diretas na (Folha de S. Paulo)
O grupo de adolescentes e crianças uniformizadas seguia de porta em porta pelas ruas da Guariroba, bairro da Ceilândia, uma das áreas mais pobres de Brasília. À primeira vista, parecia um grupo pedindo donativo ou contribuição. Mas o objetivo era bem diferente. A garotada, a maior parte integrante do Se Liga Galera - programa patrocinado pela Caixa Seguros que atende alunos de quatro escolas públicas do Distrito Federal -, convidava os adultos que encontrava em casas modestas a tomar uma atitude importante: voltar aos estudos. Os jovens do curso de formação de lideranças do Se Liga Galera decidiram "adotar" o curso supletivo da Escola-Classe 15 da Ceilândia - uma das escolas-referência da rede pública de Brasília - como uma forma de ajudar sua comunidade. Muitos adolescentes questionavam o fato de seus pais terem parado de estudar e buscavam formas de levá-los de volta à escola. "Com o apoio do colégio, eles decidiram adotar o curso supletivo", explica Maurício Alves Rezende, coordenador comunitário do programa. A passeata, com carro de som, faixas e tudo mais, foi a forma encontrada para chamar a atenção do bairro sobre a abertura das aulas do supletivo da primeira à quarta série. Mas o trabalho dos adolescentes vai muito além. Durante o ano, eles participarão de palestras, cursos, sessões de debates e de dinâmica de grupo com os alunos do supletivo e de atividades especiais. "A idéia é manter a motivação dos adultos durante todo o ano", diz Cilma Azevedo, uma das responsáveis pelo Se Liga Galera. Motivação é o que não falta a Priscila Araújo, 13 anos, há um no projeto. Ela convenceu a mãe, Maria da Penha Araújo, 35 anos, que tinha interrompido os estudos na quarta série, a voltar a estudar. "Agora, quero fazer pelas outras pessoas o mesmo que fiz por minha mãe", anima-se a garota. O aposentado Jonas Ribeiro Soares, 65 anos, foi um dos alvos da garotada. Parado na porta de casa, tanto ouviu Priscila e seus colegas que decidiu tentar retomar os estudos. "É difícil, estou velho. Mas a escola é tão pertinho que vou fazer um esforço e tentar", afirma Jonas. O Se Liga Galera, criado há quatro anos, atende hoje 840 alunos de escolas públicas do Distrito Federal. Oferece cursos de formação de lideranças (protagonismo juvenil), arte e educação, capoeira, grafite, break (dança), rap, coral e DJ. O projeto Grafite, coordenado pelo artista plástico João Batista de Carvalho - conhecido como Sowto -, é responsável pelos painéis que decoram os muros das escolas integrantes do programa. "Vários alunos já dominam a técnica de pintura mural. Agora é hora de ir para as telas e camisetas", garante Sowto. (IstoÉ) |
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