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Pesquisa inédita realizada pela Unesco comprova que o ensino médio não foge à regra no país: tem qualidade insuficiente e apresenta desigualdade entre escolas particulares e públicas. Leia mais:
Após pesquisa realizada pela Unesco em 13 capitais brasileiras, foi constado um alto grau de insatisfação dos alunos com o que aprendem na escola. Leia mais:
Pesquisa inédita realizada pela Unesco e divulgada ontem em Brasília comprova que o ensino médio não foge à regra no país: tem qualidade insuficiente e apresenta desigualdade entre escolas particulares e públicas. Com enorme desvantagem para essa última, que, por outro lado, é responsável por 87% das matrículas do ensino médio. No ano passado, eram
8,7 milhões de alunos matriculados, sendo que 7,569 milhões
estavam nas três redes públicas -municipal, estadual e federal. Já nas escolas privadas há mais espaço para atividades esportivas, aulas de ciências, de línguas estrangeiras e de informática e menor índice de reprovação, repetência e abandono. No geral, 45% dos alunos do ensino médio no Brasil já reprovaram, ou seja, não tiveram desempenho adequado em uma ou mais disciplinas. Esses dados comprovam situações que profissionais da educação já vivenciam: quando os alunos conseguem chegar ao ensino médio, não têm bom desempenho e são pouco estimulados (faltam laboratórios, computadores e até livros). Encontram ainda professores
mal preparados, com baixa remuneração. Quando a questão envolve os problemas, 6 em cada 10 estudantes citam o desinteresse deles mesmos como o principal ponto. "A coisa mais difícil na cadeia educacional são os jovens. Eles já não se contentam somente com quadro negro, cadeiras. Querem coisas novas. [...] Precisamos pensar em algo diferente que alie ofício, arte, esporte e remuneração", afirmou o ministro Cristovam Buarque (Educação). Para tentar mudar essa realidade, o secretário de Educação Média e Tecnológica, Antonio Ibañez Ruiz, disse que está em estudo uma série de mudanças. Entre elas: a criação de uma bolsa para essa faixa etária, a ampliação do ensino médio de três para quatro anos e a preparação de professores. A pesquisa ouviu 50.740 alunos em 673 escolas públicas e privadas de 13 capitais brasileiras. Como a amostra foi probabilística, os dados podem ser generalizados para o universo de alunos nessas cidades -1,271 milhão de estudantes. Para a seleção, foi utilizado o Censo Escolar 2000. Também responderam aos questionários 7.020 professores. Coordenado pelas pesquisadoras Miriam Abramovay e Mary Garcia Castro, o estudo foi realizado entre 2001 e 2002 pelo setor de pesquisa e avaliação da Unesco no Brasil a pedido da Secretaria de Educação Média e Tecnológica do Ministério da Educação. Classificado pela Unesco de "maior pesquisa realizada sobre o assunto na América Latina", o levantamento engloba as seguintes capitais: Rio Branco, Macapá, Belém, Teresina, Maceió, Salvador, Cuiabá, Goiânia, Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. (Folha de S. Paulo - 30/04/03)
Pesquisa da Unesco em 13 capitais brasileiras mostra um alto grau de insatisfação dos alunos com o que aprendem na escola e revela que estudantes e professores concordam sobre os três principais problemas do ensino: alunos desinteressados, alunos indisciplinados e falta de espaços. A pesquisa reforça ainda que a diferença social "marca e divide" os sonhos dos alunos do ensino médio. Enquanto os da escola privada estão preocupados com o vestibular, os da pública se ocupam em arrumar emprego ao terminar o ensino médio. Na maioria dos casos, os alunos das escolas públicas estão em grande desvantagem em relação aos das privadas na questão do acesso à informática, aos laboratórios e às atividades extra-curriculares. Em São Paulo, por exemplo, 76% dos alunos das escolas públicas não usam computador em sala de aula, porcentual que cai para 14% nas particulares. A diferença aumenta se forem comparados alunos que não possuem computador em casa e estudam na rede pública (62%) e os da particular (18%). As conclusões estão no livro Ensino Médio: Múltiplas Vozes, coordenado pelas pesquisadoras da Unesco Miriam Abramovay e Mary Garcia Castro, lançado ontem no Ministério da Educação. O livro é um retrato do ensino médio a partir de entrevistas feitas com mais de 7 mil professores e 50.740 alunos de 673 escolas públicas e privadas, em 2001. As pesquisadoras constataram que os alunos tendem a se culpar pelo fracasso na escola, um sinal, segundo Miriam, de falta de auto-estima. Também os professores atribuem ao "desinteresse" do aluno os maus resultados. Em São Paulo, os professores disseram que 71% dos problemas da escola são os alunos desinteressados. A maioria dos alunos (57%) concorda. Para os professores, a repetência está ligada a causas externas à escola, como família e condições socioeconômicas. "Direciona-se somente para os alunos uma análise que poderia estar orientada para o sistema escolar", observa Miriam. A má qualidade do ensino e o desinteresse faz com que metade dos alunos já tenha sido reprovada pelo menos uma vez nas escolas públicas, enquanto nas particulares o porcentual se limita a 25%. A reprovação é maior entre os estudantes do período noturno (65%) do que do diurno (40%). A distância também é grande entre os que repetiram de ano: 43% nas públicas e 19% nas privadas. As desigualdades entre escolas públicas e privadas são mais nítidas quanto à infra-estrutura. Pela pesquisa, as prioridades dos alunos para a escola pública são, por ordem, centro de informática, laboratórios, mais computadores. Nas escolas privadas, pede-se mais liberdade, mais atividades extraclasse e mais esporte, o que reflete falta de espaço além das salas de aulas. Numa escala de 0 a 10, os alunos das escolas públicas deram notas entre 4,7 e 6,3 para as salas de aulas. Já os das particulares, entre 6,4 e 7,8. (O Estado de S. Paulo - 30/04/03)
A inscrições poderão ser feitas na Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação (CAE). A taxa custa R$ 60,00. A CAE verificará a documentação apresentada e publicará, no dia 16 de maio, edital com a listagem dos candidatos aptos a prestarem o exame de seleção. As provas serão aplicadas com base nos conteúdos das disciplinas bem como nos currículos dos cursos ofertados pela UEL, que estão disponíveis no endereço uel.br/cae. (Agência Ponto Edu - 30/04/03)
Os candidatos indicados pelo setor de convênios da instituição também terão o mesmo benefício. De 26 de maio a 17 de junho correrão as inscrições dos demais candidatos ao vestibular. Nessa fase as inscrições vão custar R$ 70. A prova do vestibular será realizada em um único dia: 21 de junho. A UniBrasil concede bolsas de estudo aos afrodescendentes aprovados no vestibular. Mais informações pelo telefone (0xx41) 365-2889, ou pelo e-mail secadj@unibrasil.com.br. (Agência Ponto Edu - 30/04/03)
O governo de São Paulo abriu ontem a fase de discussões para a elaboração do Plano Estadual de Educação. Além de educadores e secretários, espera-se que toda a sociedade contribua com sugestões por meio da internet. O plano terá as metas a serem atingidas na educação do Estado em um período de dez anos e se tornará lei, que deve ser aprovada pela Assembléia Legislativa em outubro. "Hoje, o que existem são projetos, políticas de cada um dos governos. A diferença agora é que, independentemente do governante, o plano terá de ser cumprido", disse o secretário estadual da Educação, Gabriel Chalita. As discussões têm um cronograma extenso - até o dia 15 de outubro - e contarão com a presença de secretários municipais que também vão precisar elaborar planos de educação nas suas cidades. Entre as questões a serem abordadas no plano estadual, segundo Chalita, estão a educação indígena e a oferta de ensino técnico. "Também podem ser elaboradas metas do ponto de vista salarial", completou. "A educação não é uma questão de Estado, queremos envolver a sociedade civil na discussão", afirmou o governador Geraldo Alckmin. O governo colocou à disposição da população o email planed@edunet.sp.gov.br para que sejam encaminhadas as sugestões. O projeto é exigência de uma lei de janeiro de 2001, que estabeleceu o Plano Nacional de Educação e determinou que os Estados e municípios elaborassem também suas metas regionais. (O Estado de S. Paulo - 30/04/03)
Se for mantido o mesmo ritmo de agora, a informatização das escolas públicas do País pode demorar cerca de 40 anos para terminar. De acordo com Américo Tristão Bernardes, diretor da Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC), nos últimos anos, os estabelecimentos de ensino receberam de 15 mil a 20 mil computadores por ano. "Não dá para fazer as coisas na mesma velocidade de antes", ressaltou. De acordo com ele, o governo federal estuda formas de acelerar o processo. Bernardes explicou que, para que todas as escolas tenham uma média de um computador para cada 50 estudantes, são necessárias 800 mil máquinas. No momento, o MEC prepara um projeto de médio e longo prazo para tentar dar conta do déficit, estipulando o número exato de equipamentos que serão comprados, quanto isso vai custar e de onde sairão os recursos. "Isso tem de ser feito em parceria com os Estados", afirmou. Dados do ministério mostram que a evolução do número de computadores nas escolas públicas está longe de acompanhar o que ocorre no ensino particular. Entre 1999 e 2002, a quantidade de micros no ensino público subiu de 111.986 para 226.986. Já no setor privado, as máquinas passaram de 184.371 para 263.001. À primeira vista, a diferença pode parecer pequena. As informações ficam mais claras, no entanto, quando relacionadas ao número de escolas que existem no País. Nas 179.935 escolas públicas brasileiras, o porcentual das que contam com computadores subiu de 13% (25.705) para apenas 23% (42.488) nos últimos três anos. Já nos 34.253 estabelecimentos particulares, a relação cresceu de 60% (17.735) para 70% (24.008) no mesmo período. Isso mostra que, enquanto o setor privado está bem próximo de conseguir dar acesso à informática a todos os seus alunos, o ensino público ainda está bem distante desse objetivo. Se o número de micros ainda é muito baixo, pior é a disponibilidade de acesso à internet. A quantidade de escolas públicas do País onde se pode usar a rede passou de 1,3% (2.528) em 1999 para 8,2% (14.773) em 2002. No ensino particular, os estabelecimentos com conexão à internet subiram de 17% (5.157) em 1999 para 32% (13.320) em 2002. Segundo Bernardes,
um dos meios estudados pelo governo para corrigir essa defasagem poderá
vir da utilização dos recursos do Fundo de Universalização
dos Serviços de Telecomunicações (Fust). Os dados
do MEC foram divulgados durante o Fórum Educacional Tecnologia
na Educação, promovido ontem, em São Paulo, pela
empresa americana Intel. |
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