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Os pró-reitores das Universidades de São Paulo (USP), Estadual Paulista (Unesp) e de Campinas (Unicamp) apresentarão, em agosto, uma proposta para mudar o sistema de seleção atual. Segundo eles, o teste reduziria o desgaste de alunos e diminuiria o custo das inscrições. Leia mais:
O Relatório de comissão de inquérito da Secretaria Estadual da Educação de Alagoas aponta que nove escolas municipais não existem e 36 não apresentam condições de funcionamento. Leia mais:
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Um vestibular mais democrático, sem sistema de cotas e possivelmente unificado está em discussão nas três universidades estaduais paulistas. Em agosto, pró-reitores de Graduação das Universidades de São Paulo (USP), Estadual Paulista (Unesp) e de Campinas (Unicamp) apresentarão uma proposta para mudar o sistema de seleção atual. A modificação permitiria aos estudantes pagar só uma taxa de inscrição. Segundo a pró-reitora de Graduação da USP, Sonia Penin, a mudança, se aprovada, só ocorrerá no fim de 2004. O manual da Fuvest deste ano já está pronto e começa a ser vendido na segunda-feira. "Se, por um lado, os gastos com inscrição e o desgaste físico e emocional diminuem, por outro a probabilidade de acesso também sofrerá modificações", diz o diretor acadêmico da Vunesp, Fernando Prado. "Mas um exame único seria um avanço e o governo é simpático à unificação." A discussão sobre a união dos três vestibulares começou em 1999, mas perdeu força no ano passado. Cerca de 250 mil estudantes participariam da avaliação única. "A idéia é excelente", disse a coordenadora geral do Curso Objetivo, Vera Lúcia Antunes. "O aluno fica muito cansado de fazer tantos vestibulares." A Unesp estuda ainda separadamente outras mudanças no seu vestibular. "Este pode ser o último exame com uma só fase", disse Prado. Segundo ele, o crescimento no número de inscrições pode tornar inviável a correção das provas. Com duas etapas, a primeira fase poderia ter apenas testes. No lugar do sistema de cotas, a pró-reitora da USP defende um quarto ano opcional no ensino médio público, que preparasse o jovem para o vestibular. "Não adianta selecionar um aluno que depois não conseguirá acompanhar bem o curso." (O Estado de S. Paulo – 30/07/03)
Relatório de comissão de inquérito da Secretaria Estadual da Educação de Alagoas aponta que nove escolas municipais não existem e 36, localizadas em 13 municípios diferentes, não apresentam condições de funcionamento. A secretaria informou que as escolas-fantasmas integram a lista de escolas regulares dos municípios de Traipu, Mata Grande e Água Branca. A assessoria de imprensa do Ministério Público afirma que todas fariam parte da rede escolar de Traipu. As denúncias -que revelam falta de documentos, problemas de espaço físico e até a inexistência das escolas- começaram em 1998. Mas, somente no último dia 23, o relatório foi concluído e entregue à Secretaria da Educação e ao Ministério Público. As escolas têm de pedir credenciamento à secretaria e, após passar por uma inspeção, conseguir o aval de funcionamento. Nos casos das escolas-fantasmas, elas não teriam passado por esse processo. "Algumas escolas
foram aprovadas no mesmo dia pelo Conselho Estadual de Educação",
disse a secretária de Educação do Estado, Rosineide
Lins Costa. "No caso da descoberta de má-fé dos funcionários, a punição pode ser até a perda do emprego", afirmou Rosineide Lins Costa. O Ministério Público pediu aos promotores dos municípios que enviem uma descrição da situação atual da educação para então tomar providências. A presidente do AMA (Associação dos Municípios Alagoanos), Roseana Beltrão, 35, disse que tais irregularidades podem nem mais existir. "Como são apontados desde 98, as prefeituras podem ter regularizado os problemas." O assassinato, em junho, do professor Paulo Henrique Costa Bandeira, que denunciou desvios do Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), em Satuba (AL), acelerou o processo de investigação da comissão, que foi aberta em 2001. (Folha de S. Paulo – 30/07/03) |
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