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Uma campanha no rádio e na TV estimulará pessoas que sabem ler e escrever a atuar como agente alfabetizador. A proposta é repetir no Brasil a experiência que teve em Guatemala, onde filhos foram convidados a alfabetizar pais e tios e cada aluno ensinou cinco pessoas a ler. Leia mais:
Parecer do CNE (Conselho Nacional de Educação) desfaz confusão criada por LDB quanto a profissionais do ensino básico. Os professores de ensino infantil e das primeiras séries do ensino fundamental sem formação superior poderão continuar exercendo suas funções mesmo depois de 2007. Leia mais: |
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O governo realizará uma campanha no rádio e na TV para estimular quem sabe ler e escrever a atuar como agente alfabetizador. A idéia é repetir no Brasil uma experiência da Guatemala, onde filhos foram convidados a alfabetizar pais e tios e cada aluno ensinou cinco pessoas a ler. Em quatro anos, a taxa de analfabetismo, que atingia 40% da população, caiu para 10%. Além disso, é consenso no governo que a ajuda dos Estados, municípios e da sociedade é fundamental para acabar com o analfabetismo no País. O Ministério da Educação já recebeu 1.060 propostas de projetos de alfabetização que disputam recursos da União. Mas o Plano Plurianual (PPA) prevê para o programa Brasil Alfabetizado, no próximo ano, um investimento de R$ 350 milhões, valor suficiente para atender só 4 milhões de pessoas. Para atingir a meta de alfabetizar 6 milhões em 2004, o governo espera contar com voluntários. O secretário extraordinário de Erradicação do Analfabetismo, João Luiz Homem de Carvalho, tem uma lista de iniciativas de alfabetização em andamento sem ajuda financeira do MEC para pagar alfabetizadores que deve atender, neste ano, mais de 850 mil pessoas. Paralelamente, o Brasil Alfabetizado continua firmando novas parcerias, como a de ontem, entre o programa e a Fundação Banco do Brasil. O presidente da instituição, Jacques Pena, anunciou que a intenção é alfabetizar 160 mil pessoas em um ano, o mesmo número atendido pelo BB Educar nos 11 anos de funcionamento do programa. O ministro da Educação, Cristovam Buarque, ressaltou na cerimônia de assinatura do convênio que o BB é um dos símbolos do Brasil até no exterior e sua participação no Brasil Alfabetizado deverá estimular outros investidores. O ministro observou que o País tem 3% da população mundial e, no entanto, representa 5% dos 800 milhões de analfabetos do mundo. (O Estado de S. Paulo – 31/07/03)
Os professores de ensino infantil e das primeiras séries do ensino fundamental sem formação superior poderão continuar exercendo suas funções mesmo depois de 2007. É o que prevê um parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) que deve ser aprovado pelo Ministério da Educação. Segundo seu relator, Nélio Bizzo, a intenção foi a de esclarecer uma confusão na interpretação da lei, que causou uma corrida de professores em busca de formação superior, temendo perder o emprego. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), de 1996, prevê em seu artigo 62 que deve ser exigido dos professores da educação infantil e de 1.ª a 4.ª séries da educação fundamental apenas o curso normal (antigo magistério). Ao mesmo tempo, nas disposições transitórias da lei, outro artigo diz que só seriam admitidos na educação básica (do ensino infantil ao médio) professores com diploma de graduação. A confusão levou o MEC a determinar, em 2000, que os professores sem formação superior não pudessem ser contratados depois de 2007. Nos últimos anos, a orientação foi disseminada entre educadores e já era encarada como algo inquestionável. As dúvidas começaram a ser levantadas justamente por conselheiros do CNE, que defendem agora no parecer o direito adquirido dos professores formados no curso normal de exercer sua profissão. "É claro que é desejável que todos os professores tenham nível superior, mas essa deve ser uma decisão voluntária. Não se pode promover a educação com medo", afirma Bizzo, vice-presidente da Câmara de Educação Básica do CNE. Bizzo conta que o conselho tem informações de que universidades particulares fazem "terrorismo" em secretarias da educação, dizendo que seus professores não poderão mais dar aulas se não cursarem o ensino superior até 2007. Para ele, mesmo os professores que ainda não fazem parte da rede pública poderão ingressar nela futuramente apenas com o curso normal. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a quantidade de cursos de formação de professores, chamados de normal superior, cresceu muito desde 2000 (veja texto abaixo). "O princípio ideal deve ser o de levar para a escola professores com nível universitário, mas temos de analisar a realidade brasileira", diz a educadora da Universidade de São Paulo (USP) Silvia Colello. Segundo ela, a busca desenfreada pelo ensino superior fez surgir cursos muito precários. (O Estado de S. Paulo – 31/07/03)
Faltam 24 horas para as portas do CEU se abrirem. E a comunidade que mora ao redor do Centro Educacional Unificado (CEU) Jambeiro, em Guaianases, zona leste, não cabe em si de alegria. Alunos, pais, professores, funcionários, vizinhos, todos não vêem a hora de a grande escola começar a funcionar. A montadora de bonecos Cássia Rita Pereira, de 40 anos, garante que não vai dormir esta noite. O uniforme dos quatro filhos já está lavado e o material, separado. Toda a família vai estudar no CEU Jambeiro - até ela e o marido. A felicidade é tanta que Cássia até treme ao falar. "Eu parei de ir para a escola há 10 anos e agora vou voltar, na 6.ª série, com meu marido. Nunca pensei que teria essa chance de novo." A família foi ontem conhecer o CEU e voltou encantada. "É tudo muito lindo", disse a filha mais velha, Sinnara, de 10 anos. Para a menina, estudar em uma escola "tão enorme" é uma mudança e tanto. Até o fim do primeiro semestre, Sinnara tinha aulas em uma sala modular. "Nem sei dizer de que parte gostei mais." (O Estado de S. Paulo – 31/07/03)
Os moradores da favela de Paraisópolis (zona Sul de São Paulo) poderão, a partir da semana que vem, fazer aulas de informática dentro da comunidade. A rede de escolas BIT Company vai inaugurar na próxima segunda-feira (04) uma unidade para atender aos 45 mil habitantes da favela. (Folha Online – 31/07/03)
Os grandes vestibulares praticamente aboliram os exercícios de inglês em que o vestibulando devia completar lacunas no enunciado. A tendência agora é que as provas de língua estrangeira exijam interpretação de textos, principalmente de revistas e jornais estrangeiros. (Folha Online – 31/07/03)
Estudos realizados com alunos brasileiros mostram que a maior parte deles tem dificuldade para ler e compreender textos. Entre os alunos do terceiro ano do ensino médio, apenas 5,34% têm habilidade de leitura compatível com a série que cursam. Pouco mais de 42% têm um desempenho considerado crítico ou muito crítico. (Folha Online – 31/07/03)
A primeira escola pública para adolescentes homossexuais dos Estados Unidos, Harvey Milk High School, em homenagem ao político homossexual Harvey Milk, de San Francisco, Califórnia, assassinado em 1978, localizada em Nova York, deve começar as aulas em setembro em um prédio totalmente reformado. Aproximadamente cem estudantes vão ser matriculados na instituição de ensino. Os simpatizantes da idéia argumentam que a escola vai oferecer a adolescentes gays e transexuais a oportunidade de estudar sem sofrer discriminação. No entanto, o setor mais conservador de Nova York está classificando o colégio de "engenharia social" e "desperdício de dinheiro público". A escola já funciona em duas salas em Greenwich Village há mais de 20 anos. Agora, a administração da cidade e o Instituto Hetrick-Martin, grupo de defesa dos direitos de homossexuais, estão investindo quase US$ 5,2 milhões para ampliar as instalações. A escola vai ter especializações em computação, artes e culinária, e também terá disciplinas obrigatórias, como inglês e matemática. (Andi - 31/07/03) |
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