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" Desculpe eu vim informá-los que vocês não poderão ficar neste hospital porque o convênio médico não atende este tipo de doença". Foi o que disse a representante do convênio da Golden Cross, em 1993, quando percebeu que o motivo das internações de Sérgio Tardelli se devia ao fato de ele ser soropositivo. Lutou ao lado da irmã e ganhou os tumultuados julgamentos para ser bem tratado pelo seu plano de saúde. Virou referência e símbolo de resistência em capas de jornais. Só não ganhou a batalha contra o vírus. “Quando a pessoa morre, fica um vazio imenso. O meu, tenho tentado preencher com ações voltadas para a inclusão e cidadania contra o preconceito e a discriminação”, afima Roseli Tardelli. Explica-se aí sua idealização e criação da Agência de Notícias sobre Aids (www.agenciaaids.com.br), em maio deste ano. No portal podem ser encontrados artigos assinados por especialistas na área de saúde, textos produzidos por pessoas que vivem com HIV/Aids, dados sobre a evolução da epidemia no mundo e resultados de pesquisas feitas em vacinas no combate a Aids . “Pautas sobre HIV parecem ter sumido das redações. Podemos dizer que o vírus não mata tanto, mas as infecções se alastraram, principalmente entre as mulheres de meia-idade”, critica A Agência é financiada pela USAID – Agência Norte-Americana Para o Desenvolvimento Internacional, que apóia o evento. “Tentamos fazer a ponte entre os movimentos sociais e os jornalistas”. Isso se deve, na visão de Roseli, a uma questão muito simples: por um lado, falta infomação ao jornalista e por outro se dá na incapacidade da própria sociedade civil organizada de fazer-se ouvir. Faz sentido se analisarmos o grau de conhecimento que a população tem, por exemplo, das campanhas e fóruns sobre o tema. “Se as pessoas que trabalham em ONGs não os conhecem, imagine alguém que está todos os dias na redação.” E Roseli pretende expandir. Já para os próximos meses irá produzir rádio novelas para a Radiobrás, chamada “Se Cuida”, que será transmitido em mais de 700 emissoras. “Vamos deixar de lado essa idéia de falar de Aids no carnaval e em dezembro.” Os jornalista que acessarem a Agência também poderão contar com indicações de pautas - que chegam por e-mail duas vezes por dia para quem se cadastra (são mais de 500 jornalistas que recebem essa matéria - e fontes detalhadas para elaborar reportagens mais contextualizadas e sofisticadas. “Estamos até em contato com universidades para dar uma capacitação para os graduandos em jornalismo”, planeja. (Rodrigo Zavala - 02/07/2003) |
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