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A dispersão dos alunos é uma das maiores reclamações dos professores que usam laboratórios de informática para sair da mesmice das salas de aula. É que, muitas vezes, o professor não consegue acompanhar todos os alunos de uma só vez. Outras vezes, os estudantes ficam tentados em navegar pela Internet, seja para ver e-mails, seja para entrar em salas de bate-papo. No entanto, um dos mais sofisticados equipamentos educacionais criados pela Intel, o Solução Interativa de Aprendizado, pode ser a salvação dos professores que enfrentam esse problema. O equipamento foi lançado ontem (06/08), na Escola Estadual Ruth Cabral Troncarelli, em Itaquera, zona leste de São Paulo, e promete revolucionar a relação professor-aluno nas salas de informática. Trata-se de uma rede de computadores interligados a uma central, usada pelo professor, onde ele pode acompanhar passo-a-passo cada etapa do trabalho de seus alunos. Ou seja, de um computador, aqui chamado de Central do Professor, o educador pode saber o que cada um de seus estudantes está fazendo. Sem se levantar, pode dar dicas para exercícios, mostrar um filme, um mapa e ainda fazer correções veladas para que os demais não saibam. “Faltam soluções na área de educação. Trouxemos uma alternativa”, afirmou André Batsita da Silva, gerente de Relações Governamentais da Intel do Brasil. Além disso,
o PC do estudante pode proporcionar uma transmissão rápida
de áudio e vídeo pela Internet, visualizações
3D, cálculos científicos, reconhecimento de voz, entre
outros artigos de ponta. “Todos os aplicativos são fáceis
de usar e foram concebidos para facilitar a prática do professor.
É possível, por exemplo, criar chats de discussão
para trabalhos em grupo e o professor avaliar a evolução
do aluno durante a aula, a partir de indicadores de acertos”,
explicou Juan Falguera, gerente de Produto da MSTech, empresa que assina
o programa, ao lado das gigantes Intel, Itautec e da Microsoft. No entanto, o que a diretora não explicou é como os professores irão acomodar seus alunos na sala de informática, feita para apenas 20 alunos por vez, enquanto que cada classe possui a média de 40 alunos. Outro grande vilão dos trabalhos realizados nesse tipo de laboratório é a superlotação, principalmente em escolas públicas, que obriga a metade dos estudantes de uma sala a ficar fazendo trabalhos à mão, enquanto seus colegas têm aula no laboratório. A solução é o rodízio, o que muitos professores acham inviável. (Rodrigo Zavala – 07/08/2003)
O Solução Interativa de Aprendizado Intel é um projeto piloto que será testado pela Secretária Estadual de Educação de São Paulo. É o que garante o secretário Gabriel Chalita, que já deu sinal positivo para a ampliação dessa empreitada em outras escolas de São Paulo. “Depende mais da Intel do que da gente. A rede está à disposição”, brincou durante o lançamento realizado na E. E. Ruth Cabral Troncanelli. Segundo o secretário, quando se pensa no universo que tem a educação paulista, com cerca de 6 mil escolas, o ideal seria que todas as instituições tivessem salas como a montada pela Intel em parceria da Micrsoft, MSTech e a Itautec. “O Estado aos poucos vem montando laboratórios de informáticas em suas escolas. A meta é que todas as escolas de Ensino Médio tenham computadores a serviço da educação. Mas, até chegar ao Ensino Fundamental demora um pouco”, explicou. Chalita fez questão de ressaltar que sua secretaria investe maciçamente em núcleos de capacitação de professores em informática. “Nós temos o maior pólo de qualificação de vídeo-conferência do Brasil, são 104 núcleos, transmissores e retransmissores”. Isso, claro, “além de todas as parcerias com empresas, como a Intel”. No entanto, o secretário acrescentou que as escolas devem ser mais pró-ativas na busca por parcerias. “Quando você tem um diretor líder na escola, ele vai buscar a empresa ou mesmo um pequeno armazém, que está ao lado da escola e pode beneficiar de alguma forma os alunos e o próprio bairro.” Desta forma, acredita que cada vez mais as escolas devem ter essa postura de liderança. “É bom para a escola e muito bom para a empresa que ganha visibilidade com o que está fazendo e cumpre um pouco de seu papel social”. (Rodrigo Zavala – 07/08/2003) |
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