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Quando os Estados Unidos parecem dar mostra de que existem atitudes inovadoras em relação à educação infantil, o país consegue minar todas as tentativas. A última é a "rejeição" de uma personagem HIV positiva da popular série televisiva "Sesame Street" ("Vila Sésamo") Criada com a intenção de humanizar a imagem dos soropositivos e aidéticos, ajudando a combater o estigma ligado a eles, a boneca foi barrada antes mesmo de estrear. A rede pública PBS anunciou que não pretende incluir a personagem no programa de TV norte-americano. Enquanto isso os parlamentares americanos, com seu duvidoso moralismo, podem respirar aliviados. Em nota, o senador republicano W.J. "Billy" Tauzin chegou a reduzir a questão ao risível: "queremos que as crianças possam ser crianças. Elas vão crescer em pouco tempo e não vão demorar a tomar conhecimento da Aids, da fome no mundo e do terrorismo. Por que não deixá-las rir e brincar por algum tempo?" No país em que até o carteiro é um espião em potencial, é muito difícil acreditar que as crianças não sejam afetadas pela paranóia que tomou conta da população. Isso, para não falar dos filmes, games e programas televisivos que alimentam apenas o preconceito e a convivência passiva frente à violência. O novo personagem desenvolvido pela Sesame Workshop, responsável pelo programa, se destina, agora, apenas ao público da África do Sul. Afinal, o que os EUA têm a ver com toda essa história de inclusão? De qualquer forma, a questão assume outros contornos na África do Sul, país devastado pela Aids e onde se estima que uma em cada nove pessoas seja soropositiva. A personagem estréia em setembro no programa "Takalani Sesame", a versão sul-africana de Vila Sésamo. (Rodrigo Zavala - 23/07/2002) Leia também: - EUA
"rejeitam" boneca HIV positiva da série "Vila
Sésamo" |
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