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O Departamento de Defesa dos Estados Unidos está considerando emitir uma diretriz aos militares americanos para conduzirem operações secretas com o objetivo de influenciar a opinião pública e as pessoas que elaboram as políticas de governo em países amigos e neutros. A informação é de importantes funcionários do Pentágono e foi divulgada recentemente no Jornal The New York Times. O secretário de Defesa, Donald Rumsfeld, ainda não se decidiu sobre a proposta, que desencadeou uma feroz batalha no governo de George W. Bush, sobre se os militares deveriam realizar operações secretas de propaganda em nações amigas, como a Alemanha, onde muitos dos seqüestradores de 11 de setembro moraram, ou no Paquistão, ainda considerado um porto seguro para os militantes da rede terrorista Al-Qaeda. Tal programa, por exemplo, poderia incluir esforços para desacreditar e enfraquecer a influência das mesquitas e escolas religiosas que se tornaram ninhos de militância islâmica e de antiamericanismo no Oriente Médio, na Ásia e na Europa. Poderia até incluir a abertura de escolas com financiamento secreto americano para propagar uma posição islâmica moderada acoplada a descrições simpáticas de como a religião é praticada nos EUA. Muitos concordam
que há um papel para os militares em desenvolver o que são
conhecidas como operações de informação
contra adversários, assim como o trabalho rotineiro de relações
públicas em países amigos. Mas há um desconforto
em relação à possibilidade de uma guerra secreta
de propaganda em países amigos ou neutros. |
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