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Em toda a guerra, a primeira vítima é sempre a verdade. Acusações sobre a teórica cobertura parcial das agências de notícias são constates. O que nos faz pensar que, apesar da riqueza de meios (jornais, revistas, televisões e rádio), o leitor se frusta com os resultados: por mais que passe o dia lendo jornais, sente ao mesmo tempo que está completamente mal-informado. A mesma impressão se dá ao ler o conteúdo produzido pelos soldados "bloggers", que transmitem seu cotidiano no campo de batalha através deste engenhoso mecanismo on-line. E o pior: às vezes, esses sites chegam a furar jornais e emissoras de televisão com as novidades da guerra. Os blogs com temas relacionados à guerra e que aparecem em sites como www.blogsofwar.com e www.sgtstryker.com, transformaram-se em uma fonte alternativa para se obter notícias desde que o conflito armado começou no Iraque, na noite de 19 de março. Um dos mais populares é um site produzido por um integrante da Marinha dos Estados Unidos conhecido como "L.T. Smash" e que chegou à região do Golfo Pérsico em dezembro passado. Os relatos de seu site, www.lt-smash.us, cujo título é "vida desde uma caixa de areia", variam do ordinário e do bizarro ao comovedor e emocionante. Na terça-feira, ele publicou uma homenagem solene a Thomas Mullen Adams, um tenente da Marinha dos Estados Unidos, de 27 anos, que morreu no sábado, quando dois helicópteros se chocaram no Golfo Pérsico. É valido como mais uma informação. O problema é achar que isso é uma verdade absoluta. Afinal, é mais uma visão americana sobre os conflitos. Todo o cuidado é pouco na hora de ler notícias sobre a guerra. Leia
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