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O maior problema da mulher executiva no ambiente de trabalho é o homem. A grande maioria delas afirma que o maior obstáculo ao crescimento da mulher dentro da organização é a oposição dos homens acostumados a não dividir os postos mais elevados no mercado de trabalho. Em segundo e terceiro lugares foram apontados o machismo e a própria mulher. Esses são os resultados de uma pesquisa realizada com 200 secretárias de todo o país pela empresa de consultoria Secretary Search & Training (SEC). "O maior empecilho à ascensão da mulher na carreira é sua própria falta de habilidade em lidar com o poder", discorda Stefi Maerker, diretora da SEC e autora do livro Mulheres de Sucesso - Os Segredos das Mulheres que Fizeram História. Para ela, os problemas que mais emperram a carreira das executivas são a acomodação e a falta de motivação e de confiança em si mesmas. "No trabalho é preciso deixar de lado a feminilidade associada a aspectos como fragilidade e sensualidade, mas a maioria ainda prefere ressaltar essas características em detrimento do profissionalismo", diz Stefi.
Cresce
a participação feminina no mercado de trabalho de SP Dados consolidados no ano passado indicam que a maior parte da população economicamente ativa da região metropolitana de São Paulo era formada por mulheres. Entre 1989 e 1996, o índice subiu de 46% para 50%. Em 2000, já atingiu 53%. Os números fazem parte de levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) - veja quadro ao lado. A conquista feminina por novos postos de serviços está ligada ao aumento de escolarização. O crescimento do grau de exigência por parte dos empregadores na hora da contratação coloca muitas mulheres à frente dos homens na disputa por emprego, já que são elas que possuem maior nível de instrução. Em 1999, 35% das mulheres e 32% dos homens tinham mais de oito anos de estudo, de acordo com pesquisa divulgada pelo Dieese. 'O levantamento mostra que o mercado de trabalho está conseguindo absorver mais mulheres. O crescimento da inserção feminina é uma tendência que deve acompanhar o aumento do número de postos de serviços', diz Patrícia Lima Costa, economista do Dieese. A entidade realizou a pesquisa sobre mercado de trabalho com dados de governos e instituições regionais de seis regiões metropolitanas do Brasil. (Gazeta Mercantil)
Zilda Arns quer que mulher "arregace as mangas" Uma das mulheres brasileiras mais cortejadas neste momento é a pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann, 66, mãe de cinco filhos, avó de sete netos, nascida em 1934 em Forquilhinha (SC), fundada por seu pai, Gabriel Arns. Zilda, fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança, organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, é idolatrada por pelo menos 1 milhão de famílias assistidas pela Pastoral no país. Graças a seu trabalho e de 150 mil voluntários, a Pastoral conseguiu reduzir a mortalidade infantil a menos da metade da média nacional entre as crianças por ela acompanhadas em todo o Brasil. Segundo o Unicef, a taxa de mortalidade infantil no país em 1999 foi de 34,6 mortes para cada mil crianças nascidas. Entre as crianças da Pastoral, a taxa é inferior a 17. Por fazer o que nenhum governo conseguiu, Zilda pode ganhar, em setembro, o Prêmio Nobel da Paz, representando a Pastoral. Ela tem 12 irmãos. Um deles é dom Paulo Evaristo Arns. Para ela, no trabalho da Pastoral a mulher é a verdadeira rainha do lar. Rainha pobre, que luta pela comida dos filhos e que tem capacidade para transformar a família e a comunidade. Mais de 90% dos agentes da Pastoral são mulheres, que hoje comemoram o Dia Internacional da Mulher. "Elas têm uma inteligência mais difusa, enxergam mais e deveriam ser homenageadas todos os dias do ano", disse.
(Folha de S. Paulo)
Mulher
obtém avanços na América Latina A América Latina obteve um grande avanço, nos últimos anos, em termos de respeito aos direitos das mulheres, e essa tendência deve continuar. A avaliação é da ativista e escritora norte-americana Carlotte Bunch, diretora do Centro para Liderança das Mulheres, da Rutgers University, em Nova York, que trabalha com ONGs do mundo inteiro em programas para formação de novas líderes. Segundo ela, as mudanças ocorridas na legislação dos países latino-americanos deram condições às mulheres de lutar mais efetivamente contra a violência doméstica, o estupro e a noção de defesa da honra. Bunch é autora de vários livros sobre a condição da mulher e lançou em 1974 o jornal "Quest: A Feminist Journal", uma das primeiras publicações voltadas para a divulgação de análises e políticas visando a melhoria do status da mulher na sociedade. Seu trabalho inspirou a Anistia Internacional e a ONU, nos anos 90, a incluir a violência contra a mulher na pauta dos direitos humanos. Leia a seguir os trechos de sua entrevista por telefone.
(Folha de S. Paulo)
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