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No último dia 15, a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) lançou o livro "Cultivando Vida, Desarmando Violências". A publicação é resultado de uma pesquisa de mais de um ano, que observou 222 instituições e selecionou 30 iniciativas inovadoras na área de educação, cultura, esporte, lazer e cidadania, desenvolvidas em 10 estados brasileiros. No documento, a Cidade Escola Aprendiz foi escolhida como exemplo para tirar jovens de situações de risco social em cidades, como São Paulo, em que a violência está presente no dia-a-dia da maior parte da população. Bahia Escola Criativa Olodum - Escola Criativa - Promove arte e educação a crianças e jovens em situação de risco social por meio de cursos integrados de dança, música, percussão e informática. Leia mais:
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Ceará Edisca - Por meio do ensino de balé clássico, abre novas perspectivas de vida, para além dos limites impostos pelas condições sócio-econômicas, recuperando a auto-estima perdida em meio às privações de meninas de famílias de baixa renda, em Fortaleza. Leia mais:
Associação Curumins - Desenvolvimento de conhecimento prático e teórico na área de construção civil; inserção no mercado de trabalho; negócios produtivos voltados para o ramo de construção; construção de moradias populares através de técnicas alternativas com jovens de 17 a 21 anos. Maranhão
Circo Escola
- Tendo como público-alvo adolescentes e jovens em situação
de rua, a iniciativa oferece cursos e espetáculos que tem como
foco a arte circense. Também realiza atividades artísticas,
culturais e educativas, além de oficinas cujo tema central é
a cidadania. Descobrindo o Saber
CIARTE - Iniciativa da Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Cuibá, desde 1995, a iniciativa visa, por meio da arte e da educação, a prevenção à violência, o desenvolvimento da consciência cidadã e o desenvolvimento de potencialidades artísticas entre crianças e adolescentes. Pará Rádio Margarida Cores de Belém - Para desenvolver potencialidades artísticas entre os jovens, legitimar a ação de grafiteiros e desenvolver uma identidade cultural nas regiões empobrecidas da cidade, a Secretaria Municipal de Educação de Belém, criou há dois anos o projeto Cores de Belém. Atendendo a 200 jovens (com idades entre 13 e 22 anos), o poder público oferece oficinas de arte de rua - como grafite, break e discotecagem. Paraná Artivistas M.D.E - Com o projeto Hip Hop em Ação, esta ONG desenvolve, por meio da música e da cultura de rua, a identidade cultural de crianças e jovens das periferias paranaenses, além de discutir temas como a prevenção de DST/Aids, arte e cidadania. Escola de Rodeio ERÊ - Com o objetivo de contribuir para a formação de jovens "cowboys" a instituição, criada em 1991, capacita garotos para atividades ligadas à pecuária, como por exemplo, andar a cavalo, mochar (cortar os chifres do gado), ordenhar, casquear (cortar o casco do animal), tosar, domar, construção de cercas, entre outras atividades de manutenção de uma fazenda. Pernambuco Centro
de Mulheres do Cabo - A ONG é resultado da explosão
de movimentos populares de mulheres da cidade de Cabo de Santo Agostinho,
na década de 80. No início as mulheres se uniram para a
melhoria das condições de moradia e organização
de campanhas de prevenção à DST/Aids. Hoje a entidade
possui mais de 6 mil associadas moradoras de bairros periféricos
e na zona rural. Canal Auçuba - Com o objetivo de estimular a criatividade e criticidade dos jovens, a ONG oferece oficinas teóricas sobre a linguagem dos veículos de comunicação incentivando esses a produzirem a revista eletrônica Teçá. Leia também:
PACA - Programa de Atendimento à Criança e ao Adolescente Coletivo Mulher Viva - Promovendo encontros de sensibilização e informação nas comunidades de baixa renda a iniciativa está conseguindo resultados significativos no combate à violência e abuso sexual de crianças e adolescentes do sexo feminino. Além disso, o Coletivo Mulher Viva também possui centros de atendimento psicológico, profissionalizante e até um abrigo provisório. Rio de Janeiro Afro Raggae - Com programas de rádios comunitárias, oficinas musicais e artísticas, técnica circense, percussão e formação de grupos juvenis da cultura Hip Hop, desde 1993, o grupo cultural carioca vem afastando jovens do tráfico de drogas, do subemprego e da prostituição. Leia mais:
Leia mais: Nós do Morro - Para melhorar a qualidade de vida de crianças e jovens da Favela do Vidigal, uma das mais antigas do Rio de Janeiro, a ONG uniu arte e educação. A iniciativa vem revelando grandes talentos artísticos. Algumas crianças e jovens já protagonizaram peças teatrais e até filmes. Leia mais: Viva Rio - Desde que foi lançada em 93, frente a um dos períodos mais violentos do Rio, a ONG carioca realiza iniciativas que busquem a redução da violência e da criminalidade. Entre outras coisas, a Viva Rio presta assessoria jurídica gratuita, forma jovens voluntários e promove ações de desenvolvimento comunitário, como crédito facilitado, seguros e projeto habitacional. Leia mais:
Leia também: São Paulo Cidade Escola Aprendiz - A organização não-governamental atua, desde 1997, na pesquisa, desenvolvimento e disseminação de novas metodologias de ensino e aprendizagem, com o objetivo de contribuir para a melhoria da educação brasileira, com seus novos desafios para o século XXI, que são ensinar a conhecer (transformar informações em conhecimento), a fazer (aplicar o conhecimento), a ser (ter um projeto de vida) e a conviver (introduzir a dimensão da cidadania). Leia mais: Fundação Gol de Letra - Criada em 1998, pelos atletas Raí e Leonardo (jogador do São Paulo), a Fundação procura, por meio de prática esportivas, opções de lazer e complemento à educação formal, garantir os direitos de crianças e adolescentes da região do Tremembé, Zona Norte de SP. Leia também: Associação Meninos do Morumbi - Paris e Londres foram apenas algumas cidades da Europa em que meninos e meninas de baixa renda já se apresentaram desde que passaram a participar de aulas de percussão ofertadas por essa ONG. Além de aprender o ritmo dos tambores eles aprendem a dançar, cantar, futebol, jiu-jitsu e informática.
Filho de um taxista e de uma empregada doméstica já separados, o estudante Thiago Martins, de 12 anos, nascido e criado no Vidigal, uma das mais antigas favelas do Rio de Janeiro, sempre sonhou em aparecer na televisão. Apesar da pouca idade, conseguiu ir além. Thiago já fez cinco filmes. No último deles, "Cidade de Deus", inspirado no romance homônimo de Paulo Lins, tem um dos papéis principais. Interpreta Lampião, líder de uma gangue mirim que mata o protagonista. Na vida real, a violência passou perto, mas levou uma rateira de Thiago. "Tenho um irmão bandido, que vive por aí. Não sei muito dele", diz Thiago, ótimo aluno da 6ª série do Ensino Fundamental. Thiago driblou a violência com arte. Desde criança, ele e outro irmão, Carlos André, de 17 anos, freqüentam o projeto Nós do Morro, que está completando 15 anos e recebeu de presente a chancela da Unesco. Com outros 350 moradores do Vidigal, fazem cursos de teatro, cinema, literatura e capoeira. "Se não estivesse aqui, provavelmente ia ficar pela rua, dando bobeira. Não dá certo", diz o garoto, um dos protagonistas de "É proibido brincar", peça que vai reinaugurar o Teatro do Vidigal, dia 29. Para ser aceito no grupo é preciso Ter boas notas na escola, disciplina e disposição para "aprender a ser um cidadão completo", como explica o diretor do projeto, Guti Fraga. Para ajudar tanta gente, o Nós do Morro conta apenas com doações de grandes empresas e com o que recebe por seus espetáculos teatrais. Agora, por exemplo, o grupo vai fazer uma parceria com a Companhia da Ópera Seca de Gerald Thomas. "O mais importante é o efeito multiplicador. Cada um desses meninos vai ensinar por aí o que aprendeu aqui", diz Fraga. Thiago, por exemplo, aprendeu que, embora aparentemente mais fácil, o caminho do crime não realiza sonhos. Foi o palco que ele conquistou os aplausos que sempre povoaram sua imaginação: cada vez que entoa os primeiros versos de "Se essa rua fosse minha", meninos e meninas do Vidigal irrompem numa ovação. (As informações são do jornal O Globo)
Aos 17 anos, Edmilson Bezerra Assunção conheceu a ONG Auçuba (bom sentimento, em tupi). Aos 22, diz que aprendeu muito, ficou mais crítico, acha que sabe administrar e até negociar. E o que é mais importante: profissionalizou-se em produção de vídeo, depois de descobrir a câmera e a ilhas de edição do Canal Auçuba, um dos programas mantidos pela ONG, que atua em Recife desde 1989. "Aqui também travei um conhecimento maior com a problemática das crianças diante da violência", diz Edmilson, que mora com os pais desempregados e divide a responsabilidade pela casa com um irmão. Ele trabalha como auxiliar técnico dos núcleos de produção do Canal Auçuba, depois de Ter concluído o Ensino Médio, e sonha com uma especialização maior. Como Edmilson, cerca de 300 crianças de comunidades carentes de Recife já passaram pelo entidade e seus núcleos de produção. Além de ensinar as técnicas da câmera e vídeo, o Canal Auçuba usa a TV para discutir problemas sociais das comunidades por onde passa. O trabalho este ano será feito em 96 escolas de Olinda, envolvendo 30 mil alunos. A Auçuba tem o apoio do Instituto Ayrton Senna, do Instituto C&A e da Fundação Kellogs. (As informações são do jornal O Globo)
Profissionalização. Essa é a receita do sucesso da Fundação Gol de Letra, uma das entidades apontadas como modelo pela Unesco. Criada pelos jogadores de futebol Raí e Leonardo, há dois anos, a fundação tem sede no Tremembé, na zona norte de São Paulo. Dedica-se, principalmente, à oferta de atividades de complementação da formação de crianças de 7 a 14 anos. Mas também mantém iniciativas que revertem na melhoria da qualidade de vida da comunidade, por meio de programas de formação de agentes comunitário e de uma biblioteca. "Todos os profissionais que trabalham com as crianças recebem oito horas mensais de capacitação", explica o coordenador geral da fundação, Nelson Vilaronga. Mas a profissionalização não aparece apenas no cuidado com a formação dos profissionais que atuam na entidade. Reflete-se também na maneira como a Fundação encara seu papel na comunidade e dentro do chamado terceiro setor. "Acreditamos que o atendimento direto das crianças é tão importante quanto o nosso papel de articulador e mobilizador social", conclui o coordenador. (As informações são do jornal O Estado de São Paulo)
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