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Quando o assunto é Educação Infantil, não há o que se comemorar: faltam prédios, vagas e professores. Apesar das estatísticas positivas do Ministério da Educação, as filas quilométricas em frente a creches e pré-escolas demonstram que a situação está bem distante do ideal. Veja
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Pais de crianças que não tiverem com quem deixar suas crianças no período noturno poderão recorrer às creches do Município. Uma lei sancionada pela prefeita Marta Suplicy (PT) permite às creches municipais funcionarem durante à noite. Atualmente, todas são fechadas às 18h. A lei, de autoria do vereador João Antonio (PT), tem por objetivo atender pais que trabalham ou estudam à noite. Segundo o vereador, muitas pessoas têm dificuldade para exercerem alguma atividade à noite porque não tem quem cuide de seus filhos. "Muitas vezes a mãe ou o pai não trabalham à noite, mas estudam nesse período", citou o vereador. Pela medida, o horário de funcionamento das creches será facultativo e atenderá a demanda da região. "Se houver necessidade de que ela fique aberta à noite toda, isso será feito", explicou o vereador. A prefeita alterou o artigo que disciplinava os horários de funcionamento. Na redação original apresentada pelo parlamentar, todas as creches municipais deveriam funcionar a noite toda. O artigo foi vetado pela prefeita, que alegou falta de recursos humanos da Prefeitura para atender a exigência, e facultou o funcionamento conforme as necessidades de cada local. Para que a criança seja atendida à noite, os pais devem provar que não há nenhum reponsável para cuidar dela nesse período. Na avaliação do autor da lei, a maioria da demanda ocorre entre às 18h e 22h. "É o horário em que muitos pais trabalham e as mães estudam", explicou. De acordo com o parlamentar, a Prefeitura irá fazer um cadastro das creches que deverão ficar abertas após às 22h, e os recursos que serão necessários para garantir o atendimento. "Isso vai depender da procura em cada bairro", disse João Antonio. (Jornal da Tarde)
A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), reconheceu que não poderá garantir vagas para todas as crianças em idade pré-escolar, em creches e escolas municipais, durante seu mandato. Mas pediu às mães que não deixem de cadastrar seus filhos e disse que o investimento em educação infantil, nas regiões da periferia, é a prioridade da sua gestão. "Não gostaria de ver manchetes dizendo que não vai ter vagas. É o contrário, criamos 31 mil vagas em dez meses de governo. Foi extraordinário se comparado aos governos anteriores do Paulo Maluf e do Celso Pitta, que não criaram nada", afirmou Marta. A prefeita reafirmou que, ao assumir o cargo, já achou um déficit de ordem de 106 mil vagas. "Não tenho problemas em dizer se faltam 100 mil ou 200 mil vagas. Não fui eu nem o PT quem criou essa situação. Minha responsabilidade, agora, é saber exatamente o número de crianças sem vaga, para fazer uma planejamento adequado", disse Marta. Daí a necessidade, segundo a prefeita, de manter aberto o cadastramento, independente da existência de vagas. O cadastramento também irá facilitar a inclusão de crianças nas vagas abertas por novos convênios ou unidades. Nos próximos meses, Marta não precisou quando, serão abertas mais 24 mil vagas em Emeis (escolas municipais de educação infantil). (Estado de S. Paulo)
Tem mais brasileiros nas creches e pré-escolas. O Censo Escolar 2001, divulgado pelo Ministério da Educação, apontou crescimento no número de matrículas no ensino infantil, com mais 570 mil crianças. Em relação ao ano passado, as creches, que atendem crianças de até três anos, registraram aumento de 19% no País; em São Paulo o índice foi de 6,7%. As pré-escolas, destinadas à faixa etária de quatro a seis anos, matricularam mais 8,9%. Na rede paulista a taxa chegou a 6,8%. O ensino infantil atende cerca de 5,9 milhões de crianças, sendo um milhão nas creches. Do total mais de 3,9 milhões estão nas creches e pré-escolas mantidas pelas prefeituras. Já a rede privada é responsável por 1,6 milhão de crianças. Pouco mais de 2.500 estão nas instituições dos Estados e do governo federal. Na avaliação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (INEP), a expansão do ensino infantil é resultado do crescimento demográfico e de maior volume de investimentos por parte dos municípios. As regiões Norte (17,2%) e Nordeste (11,4%) registraram maior taxa de aumento de matrículas. Pernambuco (26%), Pará (25,4%) e Amapá (20,8%) lideraram a expansão das pré-escolas. Em números absolutos, São Paulo ficou em primeiro lugar, com mais 76 mil matrículas. O Censo Escolar também revelou queda no número de matrículas no ensino fundamental. Na comparação ao ano passado, o ensino de primeira a oitava série registrou diminuição de 1,4% na entrada de novos alunos. O percentual foi de 2,1% nas escolas de São Paulo. A presidente do INEP, Maria Helena Guimarães de Castro, afirma que a queda deve-se à questão demográfica, com número inferior de nascimentos nos anos 90, e menor número de crianças repetindo as séries. Estudo feito pelo órgão, em 1998, já estimava a redução das matrículas. Até 2010 o gráfico prevê mais quedas. Mesmo sem atualização de dados registrados em 1999 pelo IBGE, o Ministério estima que 800 mil crianças de 7 a 14 anos estão fora das salas de aula, o que representa 3% das matrículas no ensino fundamental. 54,4 milhões de crianças freqüentam da pré-escola ao último ano do segundo grau. Destas, 87,6% estão nas instituições públicas. (O Estado de S.
Paulo)
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