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Quem leu as últimas pesquisas sobre o mercado de trabalho brasileiro sabe que há muito pouco a ser comemorado neste 1º de maio. Enquanto as centrais sindicais organizam festas com shows e sorteios, pesquisas recentes mostram que o país enfrenta uma sucessiva redução dos postos de trabalhos formais, desvalorização da renda do trabalhador e uma significativa queda do poder de negociação dos sindicatos. A obsoleta legislação trabalhista brasileira e a falta de diálogo entre os sindicatos tornam também improváveis qualquer modificação na relação entre empresas e trabalhadores. Some-se a isso a baixa escolaridade da população, a discriminação racial e de gênero. Como não há dinheiro circulando para compra e como as exportações estão ameaçadas pela valorização do Real, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) anunciou a redução de atividade industrial em 4,6%. Enquanto isso, o Sebrae tenta analisar os impactos da geração de postos de trabalho nas micro e pequenas empresas, responsáveis por mais da metade dos empregos formais no país. Em sua primeira festa do Dia do Trabalho como presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro operário brasileiro a ocupar o cargo, vai se confrontar com a mesma situação que há anos combate, na oposição. E um dos seus grandes plano para essa comemoração já naufragou. O programa para combater o desemprego juvenil ainda não saiu do papel.
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