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Escola é fonte de insegurança
Alunos apontam
os principais problemas sofridos na escola, suas
causas e possíveis soluções
Violência
e medo fazem parte da rotina escolar Sites
No ano passado, 82% de 520 escolas estaduais de São Paulo sofreram algum tipo de violência. É o que mostra o estudo Violência nas Escolas, do Udemo (Sindicato de Especialistas em Educação do Magistério Oficial do Estado de São Paulo). Na opinião de 40% dos diretores ouvidos no levantamento, a violência aumentou em 1999. Para 32% dos diretores, ela manteve o mesmo nível dos anos anteriores, enquanto apenas 28% afirmaram que ela diminuiu. Os casos mais comuns são de depredações a móveis, lâmpadas, vidros e outros objetos da escola. Esse tipo de violência aconteceu em 72% das escolas. As brigas (62%) e pichações (53%) também foram lembradas pelos diretores. O que mais impressionou o presidente do Udemo, Roberto Augusto Leme, no entanto, foi o grande número de casos de explosões de bombas em escola. Quase a metade dos diretores ouvidos (48%) afirmou ter acontecido um caso de explosão de bomba em banheiros ou telhados na sua escola. "Geralmente, são bombas caseiras, feitas pelos alunos. Mesmo assim, elas assustam, fazem estragos e podem ferir alguém gravemente", afirma Leme. Um dos fenômenos mais preocupantes nas escolas, segundo Leme, é a formação de gangues de alunos, que brigam entre si e, às vezes, chegam até a ameaçar os diretores. "Já recebemos denúncias até de professores que têm medo de sair sozinhos da escola e esperam os colegas para poder ir para a casa em grupo", diz o presidente do Udemo. Metodologia Para chegar a esses resultados, o Udemo enviou questionários a todas as 6.400 escolas estaduais de São Paulo. Enviaram respostas, no período de 16 de novembro a 3 de dezembro, 520 diretores, o que representa 8% do total. Essa é a quinta edição da pesquisa e foi a primeira vez que o Udemo ampliou o estudo para todo o Estado (as pesquisas anteriores eram restritas ao interior ou à capital). "Vamos entregar o resultado da pesquisa para as secretarias de Educação e de Segurança Pública de São Paulo", diz o presidente do Udemo. A assessoria de imprensa da Secretaria Estadual de Educação informou que um dos projetos desenvolvidos pelo Governo do Estado para diminuir a violência nas escolas é o Parceiros do Futuro, lançado em agosto do ano passado na capital. O objetivo do projeto é criar melhores condições de inserção dos jovens na sociedade, afastando-os da marginalização. Em 102 regiões da capital e da Grande São Paulo, são realizadas em escolas, nos fins de semana, atividades esportivas e culturais. Uma das propostas do Parceiros do Futuro é trazer a comunidade (moradores, comerciantes, pais de alunos) para dentro da escola. Os técnicos da secretaria informaram que não comentariam a pesquisa porque ainda não receberam, oficialmente, o estudo do Udemo. (Folha de S.Paulo) Em % Porcentagens de escolas que tiveram problemas com: . Depredações - 72,3 . Brigas - 62,21 . Pichações externas - 53,05 . Arrombamentos - 50,47 . Pichações internas - 49,77 . Explosão de bombas - 48,36 . Tráfico de drogas perto ou dentro da escola - 44,84 . Furtos - 35,92 . Danificação a veículos - 35,92 . Invasão de estranhos - 29,58 Quando aconteceram os casos . Noite - 44% . Tarde - 20% . Todos os turnos - 14% . Manhã - 12% . Fins de semana e feriados - 10% Em relação aos anos anteriores, a violência... . Aumentou - 40% . Manteve o mesmo nível - 32% . Diminuiu - 28% Sugestões para acabar com o problema* . Projetos de conscientização e valorização da escola envolvendo pais, alunos e comunidade - 45,38 . Uso de uniforme como elemento de identificação do aluno - 37,12 . Contratação de vigias, porteiros e inspetores - 30,96 . Instalação de centros de lazer na escola - 30,58 . Policiamento permanente - 28,46 (*) Cada diretor fez mais de uma sugestão Fonte: Udemo (total de 520 escolas) (Folha de S.Paulo) |
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