A rede mundial de
Computadores é uma realidade que se impôs de forma vertiginosa
e hoje é um fenômeno inquestionável. Muito já
se falou - aqui mesmo, nas páginas desta revista - da revolução
que significa o advento da internet. Ainda continuam a pulular inovações
e conquistas tecnológicas que não conseguimos entender em
toda a dimensão.
Provavelmente, há
cerca de cinco anos, os que estão lendo este texto nem sequer esbarravam
nessas máquinas e conceitos que agora invadem casas, escritórios,
escolas e universidades. Nesse curto espaço de tempo, computadores
tornaram-se um objeto banal nas mãos de crianças. Uma nova
geração, sem dúvida, anuncia-se.
Mas a chegada do novo
milênio permite-nos ironizar algumas profecias apocalípticas
que se difundiram. A que mais nos interessa ridicularizar é a que
vociferou que o homem seria substituído por máquinas - e
que o professor, em particular, seria paulatinamente trocado pelo ensino
a distância. Balela. Softwares e hardwares são instrumentos,
ferramentas.
Poderosíssimos.
Mas dependentes de mãos e mentes humanas. São os novos lápis
e cadernos - folhas de papel em branco em que escreveremos novas lições
e poemas, equações e epopéias.
Também não
vamos nos esquecer que - neste exato instante em que cientistas experimentam
a clonagem de seres humanos - existem milhões de pessoas, jovens
e adultas, que nem sequer sabem escrever. Essas estão fora até
mesmo da escola de terra batida, lousa e giz. Desconhecem o que é
a vida digital. Lutam por um instante de realidade. Para eles, o mundo,
sim, é uma coisa muito abstrata e virtual. A humanidade ainda tem
muito a aprender.