A Organização
das Nações Unidas (ONU) elegeu 2001 como Ano Internacional do Voluntariado.
O Brasil já integra esse esforço mundial de mobilizar aquelas pessoas
que exercem a cidadania em sua forma mais ampla, desinteressada e sincera. O que
não vai faltar é trabalho - afinal, são tantas as demandas
sociais deste país, e tamanha a omissão do Estado em questões
básicas, que seria preciso um imenso mutirão cívico para
atender às carências emergentes da população.
Como mostra a coluna da
Cidade Escola Aprendiz, nesta edição, estima-se que 7% dos jovens
brasileiros estejam envolvidos em algum trabalho voluntário. É pouco.
E nada tem a ver com uma visão preconceituosa que estigmatiza a juventude
como alienada e individualista. Ideais de solidariedade sempre terão nos
jovens seus protagonistas. O que falta são mecanismos para articular e
mobilizar essa latente legião de voluntários.
Nesse ponto, a escola pode
ser determinante. A sala de aula ainda é local privilegiado para o convite
à responsabilidade social. Para que se educa uma pessoa? Que maior lição
pode ser dada além de um menino ou uma menina se ver agente transformador
de sua comunidade? Com certeza, ao se engajar nessa campanha, patrocinar o espírito
de comunhão e viabilizar o trabalho comunitário, a escola estará
reafirmando seu compromisso de entregar para a sociedade adultos mais conscientes
- os únicos capazes de construir um país mais justo.