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A revolução do consumo Carolina Costa Presidente do Instituto Akatu e da Fundação Abrinq afirma que cabe aos consumidores educar socialmente as empresas Empresário há 25 anos, Hélio Mattar nunca se restringiu exclusivamente à vida dentro de uma empresa. Capaz de olhar além das reuniões, encontrou espaço na agenda do empresariado nacional para debater assuntos como responsabilidade social, terceiro setor, trabalho voluntário e cidadania. Foi um dos fundadores do Pensamento Nacional das Bases Empresariais (PNBE), da Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança e do Adolescente, do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e do Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, do qual é o atual presidente, bem como da Fundação Abrinq. Mas é frente ao Akatu que Mattar anuncia a revolução que o consumidor consciente está fazendo dentro das empresas. "No Brasil, 72% dos consumidores julgam se uma empresa é boa ou ruim por itens de responsabilidade social tratamento dos funcionários, ética nos negócios e meio ambiente", anima-se Mattar. E não sem razão: trata-se do maior índice no mundo. Em entrevista à revista Educação, ele fala da responsabilidade social dos fabricantes de bebida e cigarros, do consumo no Brasil e mostra a cartilha que o mercado financeiro lê atualmente.
Educação
Por dar visibilidade? Educação
Por que um empresário bem-sucedido como o sr. se aproximou do
terceiro setor? Educação
Por que o sr. diz que um mundo sem competição não
seria adequado? Educação
Isso serve também para as ações contra o trabalho
infantil ou escravo? Educação
Mas essa continua sendo a resposta mais comum das empresas em casos
de denúncias de exploração de mão-de-obra.
Educação
O consumidor está mais consciente de sua força? Educação
Como o consumidor pode valorizar uma empresa pelos aspectos positivos
se não estamos falando em produto, propriamente? Educação
Mas o consumidor ainda não sabe o que as empresas estão
fazendo pelo social.
Educação
E quando uma montadora pretende dobrar a produção, mesmo
sabendo que, em uma cidade como São Paulo, não cabem mais
carros nas ruas. Ela está sendo socialmente responsável?
Educação
Até que ponto estamos falando em responsabilidade social e não
em marketing social? O Projeto Axé era uma das ONGs mais bem-sucedidas
do país e ouviu, de um dos investidores, que deixaria de investir
no Axé porque ele já deu toda a visibilidade na mídia
que poderia dar. Educação
Analisando o panorama mundial, como está o Brasil no ranking
de responsabilidade social?
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