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Apoio virtual Luciana Vicária Professores investem no aprendizado a distância e atualizam conhecimentos via internet A palavra de ordem em educação é interagir; espaços, pessoas e conhecimentos. Enquanto muitas crianças são alfabetizadas em casa, com a ajuda de programas de computador, ainda há professores que fecham os olhos para a tecnologia. E, pior, perdem a oportunidade de aproveitá-la em benefício próprio. Maria Nascimento, de 57 anos, professora de escola municipal na Bahia, foge à regra. Ela rendeu-se aos apelos dos diretores da escola e resolveu investir na sua formação. Maria afirma que mal sabia datilografar quando resolveu enfrentar o desafio. "No meu tempo a moda era aprender caligrafia", afirma a professora, que já fez dois cursos a distância e se diz satisfeita com os resultados. "Quando me perguntaram se eu sabia o que era um mouse, respondi que era rato. Bate-papo virtual, o que é isso? Pensei que fosse transmissão de pensamento." Hoje Maria se diz uma avó globalizada e ensina noções de computador aos netos. "A grande vantagem é a flexibilidade de horário e local", ressalta. A quantidade de professores que buscam cursos de aperfeiçoamento via internet já é significativa. Pelo menos 20% dos professores, do total de 1,5 milhão de professores do ensino fundamental e 430 mil professores do ensino médio, fariam um curso de reciclagem a distância. Para Fernanda Rodrigues, doutora em tecnologia da informação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, esses cursos passam a ser mais importantes à medida que o conteúdo na internet nem sempre é confiável. "Ainda há muito amadorismo, os professores devem preferir cursos reconhecidos no mercado, orientados por profissionais competentes", aconselha Fernanda. Ela explica que os cursos são práticos e interativos. Para a educadora Guiomar Nano de Mello, diretora de conteúdo da redeEnsinar, as empresas estão cada vez mais preocupadas em estender recursos tecnológicos à área educativa. A empresa KlickNet, mantenedora do portal Klickeducação, em parceria com a redeEnsinar, viabilizou a criação da Escola de Professores de Ensino Médio (Epem). "Nosso objetivo é romper as barreiras que restam para o mundo digital", afirma Vera Grellet, coordenadora de projetos da redeEnsinar. "Os cursos oferecem informações de qualidade, treinamento e apoio aos professores, permitindo maximizar a utilização da tecnologia no processo pedagógico." Para ela, as escolas ainda precisam se profissionalizar. A redeEnsinar oferece nove cursos em três áreas do conhecimento: ciências da natureza, ciências humanas e linguagem e códigos. Os mesmos assuntos são abordados por todos os eixos. Cada módulo pode ser concluído em quarenta horas de trabalho e período máximo de 2 meses. "O principal é perceber como a sua disciplina se relaciona com as demais", completa a coordenadora. Ela explica que os professores lêem textos indicados, fazem pesquisas dirigidas, escrevem textos reflexivos e trocam experiências com colegas de várias partes do país. Para Vera, "a Epem junta-se aos esforços do MEC para a construção do novo ensino médio, oferecendo uma estratégia inovadora de formação continuada aos profissionais da educação". Ela explica que um dos princípios mais significativos da proposta da Epem é a convicção de que o professor somente pode ensinar se aprender de forma semelhante, ou seja, se vivenciar como aluno nos cursos de formação. Serviço |
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