A consciência
ecológica é uma lenta conquista da humanidade. Aos poucos,
está sendo incorporada ao cotidiano das pessoas comuns. O discurso
ambientalista há alguns anos já freqüenta até
mesmo o universo escolar, a ponto de estar previsto nos Parâmetros
Curriculares Nacionais. Evidente que esses avanços - insuficientes
diante dos ataques que sofrem a natureza e o próprio homem - foram
conquistas de uma longa batalha, ainda em curso e sem prazo para terminar.
Estamos distantes
de poder comemorar uma mudança de mentalidade capaz de acabar com
as ofensas impostas ao planeta. Ao contrário do que muita gente
pensa, as agressões ao ambiente não são frutos só
do atraso e da ignorância - mas principalmente do progresso e da
ciência. São os países ricos os que mais poluem; é
da ostentação que nasce o desperdício.
Essa clareza é
importante para que tenhamos a noção exata de nossa responsabilidade,
mas também do compromisso de cobrar daqueles que de fato são
os maiores responsáveis. Que cada um faça a sua parte: cidadãos
e governantes, empresários e consumidores, pais e filhos, professores
e alunos. Ninguém tem o direito de adiar sua participação
ou omitir-se diante da necessidade de preservar a vida.
Algumas escolas cumprem esse papel. Mas são poucas. Não
há nada que justifique uma instituição de ensino
permanecer à margem dessa tarefa grandiosa e universal - mas que
se constrói no cotidiano, lentamente, e é feita por pessoas
comuns.