Qualquer campanha
eleitoral prioriza as crianças e a importância da educação.
Talvez porque imagens como essas já tenham sido exploradas à
exaustão é que o eleitorado já não leva mais
a sério qualquer tentativa de se resgatar as dívidas que
o País tem com a infância e a escola.
O Brasil precisa de
bons projetos na área para sanar problemas estruturais que se arrastam
há décadas - taxas alarmantes de analfabetismo total e funcional,
números polêmicos de evasão escolar e obscuros índices
de repetência. Mandatos se sucedem sem que alguém realmente
atente a essas crianças abandonadas e jovens desassistidos, obrigados
a conviver em classes lotadas, com várias séries juntas,
sem infra-estrutura e com professores despreparados, cansados, desvalorizados,
mal pagos.
Para que os próximos
quatro anos não sejam uma reprodução ainda mais nefasta
dos últimos mandatos, é imprescindível que o eleitor
reconheça seu papel na construção da cidadania. Para
isso, é preciso estar atento à demagogia e aos políticos
que insistem, por meio do marketing e da propaganda política, induzir
e manipular. Não existe político corrupto sem voto.
Dia 1º de outubro
todo brasileiro tem um encontro marcado com o futuro do País. Saber
identificar o candidato realmente preparado pode ser a diferença
entre o descaso e a esperança.