|
|
||||||||
|
||||||||
|
Tradição difícil de quebrar, este continua sendo um dos cursos mais disputados. Na Universidade de Brasília ou na Unesp, em Botucatu (SP), havia mais de cem candidatos por vaga no último vestibular. Depois
de vencer esse primeiro desafio, a coisa não fica mais fácil.
São seis anos de estudos, mais dois de residência. E, quando
o médico finalmente sai à procura de emprego, se depara
com o seguinte quadro: metade dos médicos brasileiros tem entre
três e quatro empregos, incluindo consultório próprio,
segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Oswaldo Cruz
e Escola Nacional de Saúde Pública, em 1996. Por que, então, a procura se mantém em alta? A pesquisa da Fiocruz aponta a existência de uma linhagem médica: 48% dos médicos têm parentes diretos que também são doutores. Dificilmente você vai encontrar um que não fale do desgaste físico e mental que a profissão provoca, ao mesmo tempo em que discorre sobre o prazer de exercê-la. Sua responsabilidade, como conhecedor das funções de cada órgão do corpo humano, é diagnosticar doenças e escolher o melhor procedimento para combatê-las. Prevenir também faz parte de suas tarefas, principalmente se for especialista na área de saúde pública. Mas
essa é apenas uma das especialidades que o profissional pode escolher
entre mais de 65 opções reconhecidas pelo Conselho Federal
de Medicina hematologia (sangue), pediatria (crianças),
cardiologia (coração), oncologia (câncer), tisiologia
(tuberculose) etc. O aumento da expectativa de vida da população
tem valorizado especialistas em males relacionados à terceira idade
geriatras (doenças do envelhecimento), reumatologistas (cartilagens
e articulações) e nefrologistas (rins). Duração média do curso: seis anos, mais dois a cinco anos de especialização.
|
|
|||||||