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Tecnologia aprimora os mapas Você está perdido nas ruas de Londres e recorre ao mapa de bolso para chegar ao National Film Theatre, ao lado do Rio Tâmisa, a tempo de não perder o espetáculo. Neste caso, é fácil identificar o trabalho do engenheiro cartógrafo planejar e orientar a execução de projetos de mapeamento de cidades, rodovias, navegação aérea, entre outros tipos, é uma das suas tarefas. Veja, agora, outro exemplo: aumentam os casos de morte infantil em Registro, no interior de São Paulo, e a prefeitura decide cruzar análises da água com informações sobre a população para, verificar se há relação entre o saneamento básico e o crescimento da mortalidade infantil. Aqui, o engenheiro cartógrafo pode ajudar no combate à disseminação de doenças, usando o mapeamento dos bairros para cruzar focos epidêmicos por meio de dados como condições de moradia. Criada no Brasil como curso de graduação em 1965, a Engenharia Cartográfica tem se desenvolvido bastante graças ao avanço tecnológico do setor de mapeamento. Os profissionais usam sofisticados recursos de informática, fotos aéreas e imagens de satélites para confeccionar diferentes tipos de mapas. Isso significa necessidade constante de aprimoramento e reciclagem dos engenheiros cartógrafos. A competição com profissionais de outras áreas é um dos problemas da categoria, conta Ronaldo Aquino, da Câmara de Cartografia do Crea de Minas Gerais. O campo que mais tem crescido no Brasil é o de levantamento cartográfico para controle ambiental e, em conjunto com outros profissionais, o cartógrafo pode produzir relatórios de impacto ambiental, além de auxiliar no planejamento rural e urbano. Expande-se também a área de montagem de Sistema de Informações Geográficas (SIG) ou seja, são banco de dados com informações sobre vegetação, vias públicas, localização de redes de água, esgotos, energia e telecomunicações devidamente organizadas e hierarquizadas. Tanto órgãos públicos como prefeituras quanto empresas privadas têm necessitado desses serviços. O cartógrafo também faz mapas não sofisticados, contendo informações que mudam com freqüência, como migração, fluxo de veículo e áreas desmatadas. As Regiões
Norte, Nordeste e Centro-Oeste carecem desse profissional. O Brasil
ainda tem insuficiência de mapas, diz Aquino. Como exemplo,
ele cita o Programa de Reforma Agrária, onde o cartógrafo
é imprescindível para a demarcação das terras.
Até o agrônomo só poderá determinar o potencial
de produtividade das terras se tiver um mapa detalhado sobre a área.
Segundo Aquino, está em discussão a unificação
do ensino da cartografia com o de agrimensura, pois na prática
o mercado de trabalho tem feito pouca distinção entre as
duas profissões. Quem está começando na carreira
recebe salários em torno de R$ 1,2 mil. Duração média do curso: cinco anos
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