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Engenharia Civil juntou seus primeiros tijolos, no Brasil, no período colonial, com a construção de fortificações e igrejas. Somente em 1808, com a chegada da família real e a fundação da Real Academia Militar do Rio de Janeiro nasceu a primeira escola de engenharia brasileira. Quem fazia trabalhos nessa área, naquela época, era denominado engenheiro militar, embora não exercesse a carreira militar. É tarefa do engenheiro civil construir casas, prédios, pontes, barragens, abrir estradas e canalizar rios e córregos. Atuando sempre em parceria com outros profissionais, como o arquiteto, o topógrafo, o geólogo e o engenheiro de agrimensura, o engenheiro civil precisa também de conhecimentos técnicos de hidráulica, eletricidade, telefonia, transporte, entre outros, além de habilidade para administração e gerenciamento. Sua rotina inclui o corre-corre diário entre a obra e o escritório, horas de desenho sobre a prancheta ou na tela do computador. Além dos cálculos, ele também deve dominar o universo de materiais, produtos, equipamentos e técnicas usados em obras civis. Conhecido por atuar em construções, o engenheiro civil tem espaço, ainda, nos setores auxiliares: drenagem, concretagem, pintura, topografia, dragagem e montagens industriais construções para equipamentos industriais. Na área urbana, o déficit habitacional do Brasil, que chega a dez milhões de unidades, mantém a construção de moradias entre as opções mais atraentes mesmo nos grandes centros urbanos e em especial para a população de baixa renda. Mas um dos setores mais prósperos é o de auto-estradas, por conta das recentes privatizações. O Brasil tem aproximadamente 100 mil km de rodovias pavimentadas, o que representa um déficit de 900 mil km, informa João Virgílio Merighi, da Escola de Engenharia Civil da Universidade Mackenzie. Como nos demais ramos da engenharia, a Civil se potencializa cada vez mais em virtude dos avanços tecnológicos. Portanto, é fundamental que, tanto o aluno quanto o profissional em início de carreira façam cursos de atualização. Wilson Lang, presidente do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea), ressalta que as escolas brasileiras ainda estão muito atreladas ao ensino convencional. Hoje, o aluno deve ter noções de marketing, sociologia e comunicação, para atender às exigências do mercado, conclui Lang. Os veteranos também ensinam que, ainda que seja tentador permanecer somente na produção, o profissional não deve se contentar em ser apenas um tocador de obras, pois no espaço de cinco anos estará totalmente ultrapassado e terá grandes chances de ser substituído por outro iniciante. O salário inicial da categoria varia entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. Duração média do curso: cinco anos
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