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O impacto da abertura do mercado brasileiro para os produtos estrangeiros, no início da década dos 90, atingiu em cheio as indústrias têxteis, principalmente as de pequeno porte. Mas parece que a crise está passando, a considerar o comprovado aumento das exportações do setor. Para dar essa virada, as indústrias têxteis brasileiras precisaram investir pesado em tecnologia e se preparar para competir em pé de igualdade com as empresas estrangeiras. Está certo que a alta do dólar também ajudou a diminuir as importações, que vinham invadindo o mercado. Mas, de uma forma ou de outra, o fato é que o cenário volta a ser favorável para o setor e para os engenheiros têxteis, que garantem seus empregos antes mesmo de sair da faculdade. A Engenharia Têxtil se divide em duas áreas: química e mecânica. A primeira esta ligada à fabricação de fios artificiais e sintéticos e ao tratamento de fios naturais. Cabe ao engenheiro que trabalha nessa especialização administrar todas as etapas de produção da indústria fabricação de fios, de tecidos e roupas, passando pelos processos de tinturaria e estamparia. A atuação ligada à mecânica compreende a construção, a montagem e o funcionamento de máquinas e acessórios. É o engenheiro que estuda a viabilidade técnica e econômica da implantação de indústrias têxteis, definindo o maquinário e supervisionando a manutenção. Os maiores empregadores do engenheiro têxtil são as indústrias ou as empresas de tecelagem, fiação, malharias, acabamento têxtil e produtos similares, além dos grandes magazines. Porém, há outros setores de atuação mais segmentados e menos competitivos, como as lavanderias de hospitais, onde existe grande volume de roupas a ser processado o que exige uma infra-estrutura de grande porte. Esse profissional pode trabalhar, também, na Receita Federal, como técnico de inspeção de mercadorias que entram no país. O controle de qualidade, aliás, é uma opção para quem quer atuar por conta própria e prestar consultoria, fazendo inclusive indicação de novas tecnologias e fibras para nortear políticas de produção. Os maiores pólos da produção têxtil nacional estão nas Regiões Nordeste, Sul e Sudeste. No Sul, o forte é a malharia; no Nordeste, concentram-se as empresas de fiação; e no Sudeste, principalmente no interior de São Paulo, a produção de tecidos e as confecções, diz Toshiko Watanabe, chefe do Departamento de Engenharia Têxtil da FEI. Nos primeiros anos básicos do curso de Engenharia Têxtil, estudam-se matérias relacionadas às demais áreas da engenharia. Nos anos seguintes, as disciplinas específicas incluem tecnologia de fiação, processos de tingimento, fabricação de diferentes fios com o uso de diversos equipamentos. A informática complementa o curso, pois os teares mais modernos são computadorizados. Duração média do curso: cinco anos
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