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Em 2025, o Brasil terá a quinta maior concentração de pessoas idosas do mundo, segundo o IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Dez por cento da população mundial é dependente de álcool, assegura a Organização Mundial de Saúde. Nos Estados Unidos, 34,8% da população já consumiu psicotrópicos, garante o governo norte-americano. Dados como esses, imprescindíveis para nortear planos de ação em vários setores da sociedade, são coletados pelo profissional de Estatística. Utilizando rigorosa metodologia científica, esse profissional organiza e analisa dados quantitativos que levam a previsões confiáveis em qualquer ramo de atividade. Lidar com cifras e complicadas operações matemáticas faz parte de sua rotina. Mas é importante que esse expert em cálculos tenha também base humanística e aguçado senso crítico para poder analisar os números dentro do seu contexto. O estatístico tem de ser versátil porque é solicitado a aplicar seus conhecimentos em diversas áreas como medicina, psicologia, economia, ciências sociais, afirma Cláudia Peixoto, professora do Departamento de Estatística da USP. Face a essa abrangência, é difícil precisar quais os campos que mais absorvem o profissional de Estatística. Não é exagero afirmar que o fantasma do desemprego passa longe da categoria. Antes de terminar o curso de graduação, a maior parte dos alunos já tem emprego garantido, com salários iniciais de R$ 2.500, diz Cláudia. Para os institutos de pesquisa, o estatístico é um profissional imprescindível é ele quem garante a fidedignidade dos dados colhidos. Esse profissional também é solicitado por órgãos das áreas de educação e saúde, para estudos sobre evasão escolar ou sobre a incidência de doenças em certas regiões, por exemplo. Nas companhias de seguro, os estatísticos são capazes de fazer avaliação de riscos. Em agências do governo, como IBGE ou Ipea (Instituto de Planejamento e Estudos Ambientais), a participação dos estatísticos determina o planejamento de pesquisas socioeconômicas ou demográficas. Outros campos de trabalho são os institutos de análise, como o Instituto Pasteur, o Adolfo Lutz, e as companhias de distribuição de água e energia. Na atividade
industrial farmacêutica, química, siderúrgica,
têxtil, alimentícia e de bens manufaturados também
há várias oportunidades. Sem o estatístico praticamente
não há metodologias confiáveis em pesquisa de mercado
e controle de qualidade. Da mesma forma, as instituições
financeiras dependem do estatístico para fazer previsões
a partir da análise de balancetes e estabelecer estratégias
para a concessão de empréstimos, num trabalho paralelo ao
do economista. Duração média do curso: quatro anos
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