01.
Alternativa d.
As culturas voltadas para a exportação sofreram intensa modernização,
desde os anos 1970 e a soja, especialmente, requer grande investimento
de capital e aplicação de insumos agrícolas. A expansão dessa cultura,
da região Sul em direção ao Centro-Oeste, gerou maior concentração fundiária,
deslocando espaços antes destinados às culturas de alimentação como o
feijão, o arroz, o milho, etc.
Sob o impacto
ambiental referido no teste, cabe ressaltar que a cultura da soja estendeu-se
por vastas áreas, desde o Planalto Meridional até o domínio do Cerrado,
no Brasil central.
02.
Alternativa b.
A estrutura fundiária brasileira é muito concentrada, ou seja, grande
parte das terras agrícolas são de propriedade de um grupo reduzido de
grandes proprietários ou latifundiários. Há um número enorme de pequenos
proprietários e trabalhadores sem-terra, lutando pelo acesso à terra,fato
que gera graves conflitos.
Das sesmarias
à Lei das Terras de 1850, praticamente toda a história da estrutura fundiária
do país contribuiu para isso. Na época colonial, grandes extensões de
terra eram doadas pela Coroa Portuguesa para exploração. A legislação
de 1850 também beneficiou o grande proprietário porque escravos, ex-escravos
e imigrantes não tinham recursos financeiros para a aquisição de terras.
Nesse sentido,
costuma-se dizer que o Brasil “perdeu o bonde da história”, ou seja, deixou
de implementar uma ampla reforma agrária quando ela era mais necessária,
na metade do século XX. Hoje, a agricultura exige muita tecnologia e investimentos
financeiros, fato que compromete uma política de assentamento de numerosas
famílias de camponeses em pequenas propriedades, sem muitos recursos.
O desemprego tem também incrementado as lutas pelo acesso à terra, implicando
nos conflitos referidos no enunciado.
03.
Alternativa d.
A economia agrária brasileira tem passado por intensas modificações, nas
últimas décadas. Intensificou-se a dependência das atividades ao setor
financeiro; ocorreu uma verdadeira “industrialização da agricultura”,
atrelando-se a produção ao emprego de insumos e máquinas agrícolas. Nesse
contexto, ganharam destaque as culturas voltadas para a exportação ou
aproveitamento agroindustrial, como a laranja, a soja, o café e a cana,
fato que contribuiu para um aumento da concentração fundiária. Dessa forma,
acirraram-se as desigualdades entre as empresas rurais – fortemente capitalizadas
e com uso intensivo de tecnologia – e os modelos agrícolas de base familiar
que apresentam baixa produtividade e empregam técnicas rudimentares.
04.
Alternativa
e.
As terras indígenas da Amazônia despertam grande interesse para os grupos
econômicos nacionais e estrangeiros. Embora a demarcação das terras indígenas
vise criar obstáculos legais à ocupação dessas áreas, tem sido muito difícil
evitar a invasão dessas terras por atividades como o garimpo e o extrativismo
da madeira.
A biodiversidade da região também tem sido alvo das indústrias farmacêuticas
que cobiçam a estratégica matéria prima vegetal ali disponível. Muitas
plantas prestam-se à produção de medicamentos e os índios, em muitos casos,
têm conhecimentos sobre seus efeitos terapêuticos. A criação de patentes
de fórmulas e usos dessas plantas tem deflagrado atritos econômicos e
diplomáticos entre as grandes potências e aquelas nações menos desenvolvidas,
onde se localizam as florestas tropicais e equatoriais.