Português

Gabarito

Gramática - Literatura

Gramática

01. Alternativa e.
Na frase do enunciado, como na frase presente na alternativa “e”, a palavra mais funciona como um qualificador e tem o sentido de (coisas) outras, diferentes, além; (algo) diferente, além.

Nas outras alternativas, a função é de:

a. substantivo com o sentido de “resto”;
b. advérbio indicando circunstância de intensidade;
c. conectivo com valor de proporção;
d. conectivo com valor de adição.

02. Alternativa d.
A palavra “apenas”, no texto original, ligava-se ao verbo “mostrar”. Na frase I, relaciona-se ao pronome “isto”; na II, à expressão “com o espírito da casa”; na III, ao verbo “nascer”.

03. Alternativa a.
No enunciado, a frase de Duílio Gomes possui um pronome e um substantivo com a mesma função sintática (ela, máquina), o que também ocorre com o pronome relativo e o pronome pessoal da frase “a” (que, ela).

Em “b”, o mesmo substantivo se repete em uma construção enfática; em “c”, encontram-se dois verbos de sentido semelhante, cada um constituindo uma oração distinta; em “d”, o mesmo substantivo se repete com sentidos diferentes; em “e”, o verbo se repete, por ênfase, constituindo duas orações.

04. Alternativa c.
Na alternativa “c”, os vários substantivos são coordenados, constituem uma enumeração (que explica o que a personagem vê ao abrir os olhos). Em “a”, separa-se por vírgula uma qualidade do sujeito (o predicativo do sujeito); em “b”, a primeira vírgula separa a interjeição da oração, e a segunda, o advérbio de tempo do restante da oração; em “d”, a vírgula separa uma locução que acrescenta uma circunstância ao verbo (adjunto adverbial de modo); em “e”, a vírgula separa uma locução adverbial do restante da frase (que é praticamente conseqüência da afirmação anterior).

Literatura


01. Alternativa e.
Na expressão “pajelança Rei Nagô” cruzam-se noções da cultura indígena (“pajelança”) e africana (“Rei Nagô”).

Observe também que:

• mesmo sendo por vezes perseguido, Macunaíma é constantemente protegido, tanto pelos familiares, quanto por divindades;
• a frase “espinho que pinica, de pequeno já traz ponta” indica que as características de um adulto já estão determinadas desde a infância; Macunaíma continuará, na vida adulta, a perder-se pela sedução do sexo e a caracterizar-se por sua inconseqüência;
• o herói vence as situações adversas na maioria das vezes por sorte, por ingenuidade ou pela malandragem.

02. Alternativa b.
A narrativa de Macunaíma é predominantemente cronológica, isto é, não se emprega com freqüência o recurso do flashback para relatar ocorrências passadas que envolvam Macunaíma. O enredo é apresentado linearmente desde o nascimento até a morte do herói e as interrupções que ocorrem dizem respeito à incorporação de lendas, que normalmente esclarecem o surgimento fabuloso de um ser.

03. Alternativa d.
O personagem Macunaíma seria, segundo declarações do próprio autor, uma colagem de características contraditórias que procuram descrever um povo – o brasileiro, fruto de influências culturais e situações de vida muito díspares. O índio assim composto define-se por um caráter indefinido e nada idealizado, o que o distingue de seus “antecessores”, personagens românticos como Peri, Ubirajara e Iracema.

04. Alternativa c.
Na “Carta pras icamiabas”, Macunaíma revela uma aguda compreensão da realidade do meio urbano, tecendo comentários bastante perspicazes e críticos sobre o modo de viver e comunicar-se dos paulistanos. Revela assim que, passada a estranheza inicial que a cidade lhe causara, havia se esforçado por inserir-se na cultura civilizada, o que também corresponde a um processo de aculturação, ou seja, de desvalorização da própria cultura.