As palavras “pois”
e “como” são conjunções que, no contexto, estabelecem, respectivamente,
relação de causa e de comparação.
“Até mesmo”, “ou seja”, “aí” são palavras denotativas, respectivamente
de inclusão, explicação e situação.
02. Alternativa
e.
O pronome relativo
que introduz a última oração do período deve indicar que o espetáculo
possui uma grande tendência. Portanto, o pronome cuja é a única
construção aceitável. Vale observar que o texto jornalístico também estava
incorreto, ao empregar o relativo onde.
03. Alternativa
c.
Estão em correlação,
em:
a. “tão” e “como”
(comparação);
b. “tão” e “que”(causa e conseqüência);
c. “menos”e “do que” (comparação);
e. “não só” e “mas” (soma).
Na alternativa c,
para que se estabelecesse uma correlação seria necessário acrescentar
uma palavra que compusesse uma seqüência a “primeiro”. Exemplo: ”Na
vida, primeiro o homem aprende a andar e a falar; mais tarde, a sentar-se
tranqüilo e manter a boca fechada”
04. Alternativa
e.
Na oração em que se
encontra, o pronome relativo tem função de adjunto adnominal do substantivo
“caráter”, o que determina o emprego de “cujo”. Por outro lado, “caráter
das pessoas” é complemento do verbo “gostar”, que é transitivo indireto
e rege a preposição “de”. Daí a forma: de cujo.
A segunda coluna deve ter uma palavra que expresse conclusão.
05. Alternativa
a.
Na frase inicial e
na alternativa a, a palavra então denota espanto. Trata-se
de palavra denotativa.
b. naquela época,
naquele momento (advérbio);
c. naquela época;
d. naquele instante.
e. naquele instante.
Literatura
06.
Alternativa
d.
Ceci sempre prezou
a afetuosa e desprendida dedicação de Peri e resistiu a que o índio fosse
expulso da companhia da família, conforme desejava D. Laureana. Somente
no final, depois de Peri ter sido batizado, é que a relação entre Ceci
e o índio pôde ser legitimada, segundo os princípios religiosos e morais
que predominavam na época. O final da narrativa faz supor que os protagonistas
acabam juntos e dão origem ao povo brasileiro. Observe que a atração de
Loredano por Ceci é puramente carnal e, por isso, é definitivamente condenada.
Já Álvaro dedica a Ceci um amor lícito e pretende casar-se com ela; no
entanto, a despeito dos esforços do moço, Ceci não se sente apaixonada
e resiste às tentativas de aproximação.
07. Alternativa
b.
A metalinguagem consiste
em uma função de linguagem que tem como referência, como assunto, o próprio
texto, a própria linguagem. Ocorre metalinguagem, por exemplo, quando
em um romance se comenta a organização da narrativa ou quando em uma poesia
se trata da elaboração dos versos. É o que acontece na frase do narrador
de O guarani, que conversa com o leitor sobre uma cena anteriormente
apresentada e sobre o que “falta contar” na história. Muitas vezes, em
O guarani, esse procedimento ocorre para ajudar o leitor a estabelecer
conexões entre fatos da trama, evitando que ele se perca. Observe outro
exemplo: “É tempo de continuar esta narração interrompida pela necessidade
de contar alguns fatos anteriores. Voltemos pois ao lugar em que se achavam
Loredano e seus companheiros (...)”. Não se esquecer, neste aspecto, de
que o romance foi editado em capítulos isolados, como folhetim, o que
exigia do leitor a lembrança de episódios lidos em edições anteriores
do jornal.
08. Alternativa
c.
O projeto romântico
de glorificar a figura do índio como herói nacional encontra limites que
fazem desses índios idealizados personagens comumente ambíguos. No caso
de Peri, ao mesmo tempo que o narrador exalta sua força e astúcia, sua
determinação e coragem, sua dignidade e dedicação, ressalta também que
o lugar adequado para tal herói junto à civilização branca é de subserviência
e inferioridade; Peri não segue a lei da civilização, sua sensibilidade
provém mais da natureza que da educação e, sobretudo, ele não é católico.
Portanto, em hipótese alguma o herói indígena do Romantismo deveria questionar
a superioridade dos valores do mundo civilizado, ao qual pertenciam obviamente
os leitores de Alencar.
Quanto às demais alternativas,
considere que:
Peri revela
suas qualidades heróicas ao longo de toda a narrativa e por isso é muitas
vezes enaltecido pelo narrador e, não somente, por Ceci;
o fato de Peri ser julgado um bárbaro pode soar paradoxal, mas
não impede que ele seja, mesmo assim, construído como um ancestral mítico
e heróico do povo brasileiro;
Peri não era um escravo; sua dedicação e submissão por Ceci é tratada
como uma escolha, não como uma imposição; além disso, nem sempre os índios
foram escravizados no processo de colonização.
09. Alternativa
e.
D. Antônio revela
sua bravura na forma como prepara a própria morte e a de seus familiares.
Verificando que não havia mais possibilidade de defesa, nega-se a fugir
e a abandonar seus homens. Inicialmente resiste até mesmo às propostas
de Peri, que queria salvar Ceci dos ataques dos Aimorés. Por fim, batiza
o índio e confia-lhe a vida de sua filha. No entanto, tendo acumulado
pólvora no porão de sua casa, provoca uma explosão que mata a ele e à
sua esposa.
10.
Alternativa
c.
Em O guarani,
a paisagem tropical não se opõe completamente à civilização. Maior prova
disso é que a natureza diversas vezes é comparada a um templo religioso
e proporciona momentos de tal beleza que convidam à elevação espiritual.
Em vários trechos mostra-se como a civilização e a natureza combinam-se
no ambiente que cerca o solar dos Mariz.