O aparecimento das
civilizações, marcou a passagem do coletivismo primitivo, caracterizado
pela economia natural (caça, pesca e coleta), para relações político-econômicas
e sócio-culturais mais complexas, tanto nas orientais (egípcia, mesopotâmica,
fenícia, persa, chinesa, indiana) e ameríndias (incas, maias, astecas),
quanto nas ocidentais (grega, macedônica, romana). As principais alterações
políticas resultantes dessa transição foram o predomínio de Estados despóticos
teocráticos ou imperialistas e cidades-Estado autônomas, sustentados pela
servidão coletiva e formas de governo com maior participação do cidadão
(Democracia e República), mantidas pelo escravismo de conquista. Nas sociedades
asiáticas o Estado e o templo eram os grandes proprietários da terra e
produção, enquanto nas ocidentais o destaque foi a propriedade privada.
Economia mais ligada à agricultura de regadio e significativo avanço artesanal
e comercial, ampliam a descrição das civilizações antigas orientais e
ocidentais.
02. Alternativa b.
A economia de regadio
com seu complexo sistema hidráulico de diques, canais, açudes e represas,
exigiu um rigoroso controle e centralismo, tanto para garantir a produção,
como para coordenar o grande contingente de mão-de-obra. Nesse contexto
o Estado emergiu como principal elemento controlador, coordenador e proprietário
da terra e da produção.
03. Alternativa d.
A marcante simbiose
entre Estado e religião, explica o predomínio, na Antigüidade Oriental,
de monarcas absolutos, com poderes ilimitados e reforçados pela sua divinização.
A religião fornecia as bases ideológicas que justificavam e mantinham
o poder do faraó, visto, ao mesmo tempo, como rei e deus.
04. Alternativa a.
O sucessor de Cambises,
Dario I, teve seu governo marcado, pela sólida organização administrativa
do extenso Império Persa. Sua divisão em satrapias (províncias), dirigidas
pelos sátrapas, garantiu um maior controle imperial e avanço econômico,
ampliado com a construção de eficientes estradas, que melhoraram a ligação
territorial e a unificação monetária (dárico) e do sistema de pesos e
medidas.
05. Alternativa e.
Diáspora deve ser
entendida como a dispersão dos judeus pelo mundo. Parte do Império Romano
desde 63 a.C., a Palestina foi um explosivo palco de muitas rebeliões.
Em 70 d.C. a repressão de mais uma revolta ocasionou a destruição do Templo
de Jerusalém. Em 73 d.C., foi eliminado o último ponto de resistência,
Massada. Limitados pelos dominadores e expulsos de sua terra, os judeus
foram obrigados a dispersarem-se pelas áreas do Império Romano. A longa
Diáspora só terminou em 1948, após a fundação de Israel.