Português

Gabarito

01. Alternativa d.

O verbo fazer na indicação de tempo decorrido é impessoal e deve ser conjugado sempre na 3.a pessoa do singular. O sujeito do verbo sofrer (o mundo e os doentes) é composto e está após o verbo, portanto, a concordância pode ser feita apenas com o núcleo mais próximo ou com todos os núcleos.

Veja a correção das outras alternativas:

a. trazem-se as impurezas”: o pronome não pode ser colocado após a pausa e o verbo trazer está na voz passiva pronominal, devendo concordar com o sujeito (“impurezas”);
b. se conseguirem melhores resultados”: o pronome “se” é apassivador, o sujeito da oração é “melhores resultados”. Portanto o verbo deve ser conjugado na 3.a pessoa do plural;
c. “não se poderiam cumprir”. Como o pronome “se” é apassivador, o verbo deveria concordar com o sujeito “que”, cujo antecedente é promessas.
e. “despercebida”: atenção aos parônimos. O que não é notado, passa despercebido.


02. Alternativa b.

Correção das outras alternativas:

a. O verbo impor deve concordar com o sujeito que, cujo antecedente é pessoas. Portanto, teríamos “impõem”.
c. O verbo obedecer, embora transitivo indireto, pode ser colocado na voz passiva. No entanto, nesse caso, o sujeito não poderia ser preposionado. O certo seria: Não se obedecem os sinais de trânsito.
d. O verbo visar com o sentido de mirar é transitivo direto: visou o seu rosto.
e. Se há um único adjetivo para dois adjetivos, deve-se empregar, junto ao segundo adjetivo, um artigo (a cultura grega e a romana) ou deve-se empregar o substantivo no plural (as culturas grega e romana).


03. Alternativa c.

No primeiro caso, o pronome precisa estar proclítico porque o pronome relativo é palavra atrativa. No segundo, como há uma conjunção subordinativa, o pronome pode estar antes da locução verbal ou depois dela.

Correção das outras alternativas:

a. A construção “que sabe o fazer” não é aceitável. Como existe a conjunção subordinativa, o pronome deve estar antes da locução verbal ou depois dela.
b. Alterou o tempo do verbo exibir (de exibia para exibiria), sem razão. Além disso, há um advérbio de lugar e um pronome relativo que determinariam a próclise.
d. A construção “que ali exibia-se” não é correta. O pronome deve vir antes do verbo, porque o pronome e o advérbio são palavras atrativas. A construção “que o sabe fazer” é correta, uma vez que o pronome foi colocado antes da locução verbal, ao lado da conjunção subordinativa.
e. A construção “que ali exibia-se” não é correta. O pronome deve vir antes do verbo, porque o pronome e o advérbio são palavras atrativas.


04. Alternativa b.

A palavra “anexo” deve concordar com o termo a que se refere (uma lista); o verbo confirmar deveria estar no singular, para concordar com o sujeito “presença”.


Literatura


05. Alternativa b.

De fato, a primeira estrofe apresenta atmosfera noturna e sombria, no entanto, nada há de diabólico ou de prazer relacionado à morte, portanto, não se pode afirmar que haja algo de satânico ou macabro.


06. Alternativa c.

O cenário é de final de tarde, hora do crepúsculo, quando “a tarde expira” e há o predomínio da cor arroxeada e dos tons escuros. Na verdade, não há contraste entre o ambiente e o estado de espírito do poeta, ao contrário, há sintonia perfeita entre o cair triste da tarde e as amarguras do eu-lírico.


07. Alternativa e.

O individualismo exacerbado e anárquico dos seguidores de Lord Byron é uma reação contra as crenças na construção de um mundo mais justo e igualitário. Na verdade, o byronismo exterioriza a inquietação e desorientação românticas e o ressentimento em relação à perda de todas as ilusões, o que também se chamou de “mal do século”.


08. Alternativa c.

Observe que o texto II pertence à vertente irônica e satírica da poesia de Álvares de Azevedo. Os demais versos apresentados pertencem à poesia lírica de inspiração tipicamente romântica.


09. Alternativa b.

De fato, o poeta se lamenta por não ter seu amor correspondido, no entanto, a queixa mais grave, a verdadeira desgraça do poeta é a sua condição de pobreza, numa sociedade que valoriza a posse de bens materiais.