01.
Das frases que seguem, a única inteiramente de acordo com as normas
gramaticais é:
02. Assinale
a alternativa inteiramente de acordo com a norma culta.
03. Leia com
atenção o fragmento que segue:
Terminado o passeio, com os pés moídos, fiquei pensando
no país pujante, criativo e competente que ali se exibia. O Brasil
tem o que mostrar, e mostrou que sabe fazê-lo.
Claudio
de Moura Castro Veja 13 / 09 / 00
A reescritura correta
do trecho encontra-se na alternativa:
04. As normas
de concordância, regência e colocação pronominal
foram respeitadas em todas as alternativas, exceto em:
Literatura
05. Leia o
poema Soneto de Álvares de Azevedo
Pálida
à luz da lâmpada sombria
Sobre o leito de flores reclinada,
como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era uma anjo ente nuvens dalvorada
que em sonhos se banhava e esquecia!
Era mais bela! o seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti as noites eu velei chorando,
Por ti nos sonhos morrerei sorrindo!
Considere
as seguintes afirmações em relação ao texto.
I.
O desejo sensual e erótico que é experimentado veladamente
e em sonho pelo poeta revela o amor de sensibilidade juvenil, tipicamente
romântico.
II. A atmosfera noturna e sombria é reforçada particularmente
na primeira estrofe e sugere um encontro meio macabro e satânico
com a mulher morta.
III. A antítese presente no último terceto evidencia a
dor e o prazer, no plano da realidade e do sonho, respectivamente.
Assinale a alternativa correta.
06. Assinale
a incorreta em relação aos versos de Tarde
de Verão
07. A geração
ultra-romântica ou byroniana expressou principalmente:
08. Associe
os versos transcritos de Lira dos vinte anos, e as afirmações
que a eles correspondem.
I.
Já da morte o palor me cobre o rosto Nos lábios
meus o alento desfalece, Surda agonia o coração fenece
E devora meu ser mortal desgosto!
( )
O amor contemplativo é o meio de ascensão à
dimensão etérea, divina.
II.
Eu morro qual nas mãos da cozinheira O marreco piando
na agonia... Como o cisne de outrora ... que gemendo Ente os hinos
de amor se enternecia.
( )
A contemplação estimula o tímido desejo sensual
do eu-lírico.
III.
Ah! vem, pálida virgem, se tens pena De quem morre
por ti, e morre amando Dá vida em teu alento à minha
vida, Une nos lábios meus minhalma à tua! Eu
quero ao pé de ti sentir o mundo Na tua alma infantil; na
tua fronte Beijar a luz de Deus; nos teus suspiros Sentir as virações
do paraíso
( )
Culto à morte, morbidez, próprio da atitude byroniana.
IV.
E, quando eu te contemplo adormecida solto o cabelo no suave
leito, Por que um suspiro tépido ressona E desmaia suavíssimo
em teu peito?
(
) Ironia e humor debochado tornam prosaico o sofrimento do poeta
09. Assinale
a afirmação incorreta em relação a Lira
dos vinte anos, Álvares de Azevedo.
Minha desgraça, não, não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco...
Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro...
Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro...
Minha
desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que o meu peito assim blasfema,
é ter para escrever todo um poema,
E não ter um vintém para uma vela.