Português

 

Revisão sobre este assunto

 

01. Das frases que seguem, a única inteiramente de acordo com as normas gramaticais é:

a. Não se entra de sapatos em uma casa islâmica, porque, de fora, se traz as impurezas.
b. Deve existir um meio mais fácil de se conseguir melhores resultados.
c. A maioria das pessoas envolvidas no caso devia haver feito promessas que não se poderia cumprir.
d. Faz anos que se busca a cura da AIDS enquanto sofrem o mundo e os doentes.
e. Passou desapercebida sua revolta e sua luta porque não havia quem visse ou ouvisse sua voz.


02.
Assinale a alternativa inteiramente de acordo com a norma culta.

a. As pessoas que se impõe regras muito rígidas são as que aspiram ao sucesso.
b. Preferi as pequenas ruas pelas quais caminhava às enormes avenidas com que sonhara um dia.
c. Não se obedecem aos sinais de trânsito sem os conhecer.
d. Chegou a casa, procurou o pai, visou ao seu rosto e atirou.
e. A cultura grega e romana são a base da formação européia.


03.
Leia com atenção o fragmento que segue:

“ Terminado o passeio, com os pés moídos, fiquei pensando no país pujante, criativo e competente que ali se exibia. O Brasil tem o que mostrar, e mostrou que sabe fazê-lo.”

Claudio de Moura Castro – Veja 13 / 09 / 00

A reescritura correta do trecho encontra-se na alternativa:

a. Terminado o passeio, com os pés moídos, fiquei pensando no país pujante, criativo e competente que se exibia ali. O Brasil tem o que mostrar, e mostrou que sabe o fazer.
b. Terminado o passeio, com os pés moídos, fiquei pensando no país pujante, criativo e competente que ali exibir-se-ia. O Brasil tem o que mostrar, e mostrou que sabe-o fazer.
c. Terminado o passeio, com os pés moídos, fiquei pensando no país pujante, criativo e competente que se exibia ali. O Brasil tem o que mostrar, e mostrou que o sabe fazer.
d. Terminado o passeio, com os pés moídos, fiquei pensando no país pujante, criativo e competente que ali exibia-se. O Brasil tem o que mostrar, e mostrou que o sabe fazer.
e. Terminado o passeio, com os pés moídos, fiquei pensando no país pujante, criativo e competente que ali exibia-se. O Brasil tem o que mostrar, e mostrou que sabe fazê-lo


04.
As normas de concordância, regência e colocação pronominal foram respeitadas em todas as alternativas, exceto em:

a. Há bastantes dúvidas acerca desta questão. No entanto, advogados e um leigo interessado se propuseram a responder à pergunta.
b. Anexo ao trabalho foi arquivada uma lista de mulheres e crianças cuja presença no navio nunca se confirmaram.
c. Os jovens que estão quites com o serviço militar devem ficar alerta quanto a uma possível convocação em caráter urgente.
d. É cobrada a presença de todos os integrantes do grupo para que se possam discutira as questões pendentes.
e. Em se tratando de cálculo, João é fera. Pode se desesperar em um primeiro momento, consegue, sempre, no entanto, safar-se de todos os apuros.

 

Literatura


05.
Leia o poema “Soneto” de Álvares de Azevedo

Pálida à luz da lâmpada sombria
Sobre o leito de flores reclinada,
como a lua por noite embalsamada,
Entre as nuvens do amor ela dormia!
Era a virgem do mar, na escuma fria
Pela maré das águas embalada!
Era uma anjo ente nuvens d’alvorada
que em sonhos se banhava e esquecia!
Era mais bela! o seio palpitando...
Negros olhos as pálpebras abrindo...
Formas nuas no leito resvalando...
Não te rias de mim, meu anjo lindo!
Por ti – as noites eu velei chorando,
Por ti – nos sonhos morrerei sorrindo!

Considere as seguintes afirmações em relação ao texto.

I. O desejo sensual e erótico que é experimentado veladamente e em sonho pelo poeta revela o amor de sensibilidade juvenil, tipicamente romântico.
II. A atmosfera noturna e sombria é reforçada particularmente na primeira estrofe e sugere um encontro meio macabro e satânico com a mulher morta.
III. A antítese presente no último terceto evidencia a dor e o prazer, no plano da realidade e do sonho, respectivamente.

Assinale a alternativa correta.

a. são verdadeiras as afirmações I e II.
b. são verdadeiras as afirmações I e III.
c. são verdadeiras as afirmações II e III.
d. somente a afirmação II é verdadeira.
e. somente a afirmação III é verdadeira.


06.
Assinale a incorreta em relação aos versos de “Tarde de Verão”

a. No poema, a natureza não é um mero cenário, mas colabora na composição de uma atmosfera de recolhimento o que acentua o triste estado de ânimo do poeta.
b. Desesperança, dilaceramento e anseio pela morte são conseqüências da ausência da formosa e virginal mulher e do amor não correspondido.
c. Contrasta com a tarde de verão, multicolorida e inundada de beleza, a confissão melancólica do poeta.
d. A pontuação emotiva e o emprego de formas verbais do subjuntivo e do imperativo contribuem para a expressão carregada de sentimentalismo e subjetividade.
e. O tom de lamento predomina nos versos e traduz a autocomiseração a que o poeta se entrega pela impossibilidade de realização amorosa.


07.
A geração ultra-romântica ou byroniana expressou principalmente:

a. o ódio e a aversão às formas harmoniosas do mundo clássico.
b. a rebeldia de jovens marginalizados pelo sistema de produção burguês.
c. o desejo de plena liberdade e direito à manifestação política.
d. a rebeldia contra a ordem burguesa e a defesa da apatia como solução.
e. a descrença nos antigos valores e o culto ao individualismo anárquico.


08.
Associe os versos transcritos de Lira dos vinte anos, e as afirmações que a eles correspondem.

I.
“Já da morte o palor me cobre o rosto Nos lábios meus o alento desfalece, Surda agonia o coração fenece E devora meu ser mortal desgosto!”
(   ) O amor contemplativo é o meio de ascensão à dimensão etérea, divina.
II.
“Eu morro qual nas mãos da cozinheira O marreco piando na agonia... Como o cisne de outrora ... que gemendo Ente os hinos de amor se enternecia.”
(    ) A contemplação estimula o tímido desejo sensual do eu-lírico.
III.
“Ah! vem, pálida virgem, se tens pena De quem morre por ti, e morre amando Dá vida em teu alento à minha vida, Une nos lábios meus minh’alma à tua! Eu quero ao pé de ti sentir o mundo Na tua alma infantil; na tua fronte Beijar a luz de Deus; nos teus suspiros Sentir as virações do paraíso”
(    ) Culto à morte, morbidez, próprio da atitude byroniana.
IV.
“E, quando eu te contemplo adormecida solto o cabelo no suave leito, Por que um suspiro tépido ressona E desmaia suavíssimo em teu peito? “
(    ) Ironia e humor debochado tornam prosaico o sofrimento do poeta

a. I, III, II, IV
b. III, II, I, IV
c. III, IV, I, II
d. II, IV, I, II
e. III, II, I, IV


09.
Assinale a afirmação incorreta em relação a Lira dos vinte anos, Álvares de Azevedo.

Minha desgraça, não, não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco...
Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro...
Eu sei... O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro...

Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que o meu peito assim blasfema,
é ter para escrever todo um poema,
E não ter um vintém para uma vela.

a. A última estrofe evidencia um ciclo que não se rompe: o poeta é pobre e não tem dinheiro para comprar o essencial para produzir poemas que lhe garantiriam sustento.
b. O poeta queixa-se da triste sorte, pois, além de ser pobre, sente a dor maior: não ter amor correspondido.
c. A crítica à sociedade capitalista, que se organiza em torno do dinheiro, é o tema central do poema.
d. O tom irônico e irreverente dos versos acentuam o caráter de revolta contra o mundo burguês, que parece não reservar lugar para poetas.
e. O fato de o eu-lírico declarar-se um indivíduo rejeitado, marginalizado pela sociedade, reforça a imagem comumente associada aos dos poetas ultra-românticos.

 

Gabarito