São diversos os fatores
que reduzem o estoque disponível de água potável – quase todos ligados
ao desenvolvimento econômico, bem como ao aumento populacional: o crescimento
urbano, a poluição de rios e lagos, o desmatamento, o avanço da industrialização,
o uso crescente da água na irrigação agrícola, etc. Mesmo assim, a charge
não afirma que as inovações tecnológicas são responsáveis pela escassez
de água.
02. Alternativa c.
A queima de combustíveis
fósseis, principalmente na atividade industrial, usinas de eletricidade
e nos transportes é fator determinante na ocorrência das chuvas ácidas.
Ao retornar para a superfície, com as chuvas, os ácidos comprometem as
plantações, as represas e os edifícios urbanos.
Muitos países já
se dispõem a reduzir a emissão de óxidos de enxofre e nitrogênio, visando
minimizar os efeitos das chuvas ácidas. Em certas regiões da Ásia e da
Europa, onde pequenos países industrializados limitam-se em espaços exíguos,
esse tipo de chuva pode causar incidente internacional. Afinal, uma chuva
ácida sobre um país pode ter origem na poluição de um país vizinho.
03. Alternativa a.
Em muitas cidades
brasileiras o lixo é depositado a céu aberto, o que pode comprometer seriamente
as condições ecológicas. O lixo pode atrair insetos, provocar doenças,
atingir o lençol freático e contaminar a água potável disponível nas áreas
urbanas. Há soluções muito mais adequadas, embora mais dispendiosas: os
aterros sanitários controlados – onde o lixo é depositado de maneira controlada,
com drenagem correta de gases e líquidos – e as usinas de incineração.
O ideal seria implantar
uma coleta seletiva de lixo, articulada com campanhas educativas e integrada
com projetos de reciclagem de materiais. Infelizmente, essas soluções
quase sempre esbarram na falta de recursos e na falta de vontade política
do poder público.
04. Alternativa e.
A preocupação ambiental,
enquanto campo do conhecimento e ação política, ainda é relativamente
recente nas sociedades contemporâneas. Os Estados nacionais suscitam ainda
muitas polêmicas , imprecisões científicas e práticas sociais irrealistas.
Não se pode negar, entretanto, o fato de que os Estados Nacionais incorporaram
definitivamente a questão ambiental nas suas agendas e em seus quadros
de administração.
Há um consenso entre
os especialistas, segundo o qual, os atuais modelos de tecnologia, o ritmo
de consumo e o uso de recursos naturais comprometerão gravemente as condições
naturais para as futuras gerações.
Por outro lado, os
países emergentes temem que os gastos com equipamentos de controle de
poluição e proteção do meio ambiente possam reduzir significativamente
o crescimento econômico. Por essa ótica, esses países, assolados por crises
financeiras e desemprego, correm o risco de relegar a um segundo plano
as políticas ambientais. Soluções só serão possíveis mediante um consenso
entre países pobres e ricos; é o que se tem tentado, nas diversas reuniões
patrocinadas pela ONU.
05. Alternativa a.
Estudos recentes,
empreendidos pelo Banco Mundial e por ONGs confirmam uma percepção que
não é nova: a Amazônia tem vocação florestal. A atividade agrícola não
é recomendada porque os solos não são férteis e as chuvas intensas provocam
erosão e aceleram a laterização (formação de crostas ferruginosas). Além
disso, o clima quente e úmido estimula a proliferação de insetos e as
chuvas dificultam o transporte e armazenamento de alimentos.
A pecuária estimula
o desmatamento e gera pouquíssimos empregos; a mineração restringe-se
às mais ricas províncias minerais. O ideal é criar um zoneamento definindo
zonas madeireiras e demais atividades florestais, mas criando zonas de
proteção ambiental naquelas áreas de maior biodiversidade.