Geografia

Gabarito

01. Alternativa c.

A Amazônia sempre foi um foco de preocupações nos setores militares do Brasil. As baixas densidades demográficas, a enorme extensão desse território e uma possível cobiça internacional de suas riquezas nortearam as análises geopolíticas e o planejamento regional do Estado brasileiro. Nas últimas décadas os cálculos militares passaram a considerar os riscos da entrada, em território nacional, de grupos guerrilheiros e traficantes de droga de países vizinhos, como é o caso da Colômbia.

Foi nesse contexto que nasceu o Projeto Calha Norte, na década de 1980, e que consiste na instalação de bases das Forças Armadas brasileiras junto às fronteiras com o Peru, a Colômbia, a Venezuela, a Guiana, Suriname e a Guiana Francesa, situadas ao norte da calha dos rios Solimões e Amazonas.


02. Alternativa c.

A Amazônia é o último reduto de exploração de madeira de florestas tropicais (as matas nativas africanas e do sudeste asiático já estão praticamente extintas). Inúmeras multinacionais, sobretudo asiáticas, atuam no norte do Brasil, exportando gigantescas quantidades de madeira laminada e compensada. Muitas delas compram de madeireiros que atuam sem licença do IBAMA – Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis – e, portanto, desmatam áreas de proteção ambiental e reservas indígenas.


03. Alternativa e.

Toda política envolvendo a região amazônica é complexa porque atinge interesses e grupos diversos. Por um lado há sempre uma pressão pela ocupação de uma área que já foi um enorme vazio demográfico e sempre despertou a cobiça internacional. Por outro lado, qualquer empreendimento na Amazônia gera impacto ecológico e afeta as numerosas populações indígenas que ali vivem.

Em 1991, por exemplo, houve a demarcação definitiva da reserva dos índios Ianomâmis, no estado de Roraima, que apresenta um subsolo rico em jazidas minerais.Os garimpeiros foram imediatamente atingidos e a medida gerou tensões sociais ainda não resolvidas.


04. Alternativa a.

Até a primeira metade do século XX a ocupação da Amazônia restringia-se a núcleos dispersos às margens dos principais rios. Nos anos 1960- 1970 o governo agiu no sentido de incentivar o povoamento junto às rodovias implantadas, principalmente a Cuiabá-Santarém e a Transamazônica. Esse projeto incluía a estratégia de fixar excedentes populacionais do Nordeste em pequenas propriedades mas não houve sucesso e logo o vetor da política estatal girou em favor dos grandes megaprojetos agrominerais. Atualmente a população amazônica concentra-se em áreas urbanas, tanto em cidades de maior porte como Belém e Manaus, como nas inúmeras cidades que cresceram junto às obras e projetos empreendidos: Carajás, Tucuruí, Jarí, Trombetas, etc.


05. Alternativa d.

A Serra dos Carajás é uma das maiores províncias minerais do mundo. Sua exploração foi fruto da implantação de projetos de colonização e política de incentivos aos empreendimentos agrominerais na Amazônia, desde os anos 1960. A exploração de minérios, sobretudo o ferro, exigiu o desenvolvimento de uma infra-estrutura da qual fazem parte a Estrada de ferro Carajás – que se estende até o Porto Ponta da Madeira, no Maranhão – e a Usina Hidrelétrica de Tucuruí, no Rio Tocantins. O Projeto Carajás atraiu grandes contingentes populacionais para a o sul do Pará e o impacto ecológico de suas atividades foi inevitável.