Cidade Escola Aprendiz 20 de maio de 2004

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"Guru" de recursos humanos critica escolas

Marina Rosenfeld

O que faria um "guru" de recursos humanos, que caça executivos talentosos, numa feira de educação? Essa foi a pergunta que muitos se fizeram ao assistir a palestra Empreendedorismo e Educação, ministrada pelo famoso executivo Robert Wong, no Educar Educador.

Wong, que foi considerado o executivo do ano pela revista The Economist e é presidente da Korn/Ferry no Brasil - maior consultoria em recrutamento e seleção de executivos do mundo - apresentou em meio à pedagogos e profissionais de ciências humanas um novo paradigma no mundo da educação.

"Os alunos só terão sucesso na escola, no trabalho e na vida social se tiverem auto-confiança e auto-estima. A escola de hoje não trabalha isso", disse Wong ao sugerir que as instituições de ensino criem cursos de psicologia comportamental em que os alunos possam aprender mais sobre si mesmos. Segundo ele, a auto-confiança só se adquire por meio de auto-conhecimento.

Também faz parte da visão proposta por Wong desenvolver os potenciais dos alunos com foco na imaginação e na criatividade. "Quando vou contratar um executivo não estou preocupado com o seu conhecimento, mas sim com a sua imaginação. É isso que diferencia as pessoas e, mais uma vez, a escola deixa a desejar".

Wong alerta que de nada adianta ter criatividade sem espírito empreendedor. "O brasileiro tem muita iniciativa, mas falta "acabativa", brincou ao comentar que são poucas as pessoas que conseguem realmente colocar em prática suas idéias.

"Precisamos ter claro que a escola não deve preparar o aluno para passar de ano, mas sim para ser um cidadão empreendedor. Ele deve crescer pensando em fazer algo diferente, que o entusiasme. E o papel da escola é ver até onde ele chega", afirmou. O aluno brasileiro, segundo o executivo, sai da escola à procura de um bom emprego, enquanto o norte-americano busca um bom negócio. "É isso que precisamos mudar", complementa.

Outra crítica do executivo diz respeito ao fato de os alunos serem condicionados a ter atitudes reativas em relação à qualquer situação. "É preciso que o estudante seja proativo e agente de mudanças e não que fique esperando que apareçam oportunidades". De acordo com Wong, essa atitude reativa reflete no profissional que ele se tornará no futuro.

Wong também comentou que a escola pode ser um ótimo ambiente para simular habilidades exigidas pelo mercado de trabalho. As aulas de educação física, por exemplo, se levadas à sério, podem mostrar como o aluno lida com frustrações, trabalha em equipe e reage à feedback.