Cronologia

Arcangelo Ianelli desde cedo iniciou-se no desenho para,
mais adiante, em 1940, dedicar-se a estudos de pintura,
mural e afresco. Entre 1940 e 1960, desenvolveu uma pintura
figurativa. Passou por lenta evolução e por diferentes fases, iniciando a abstração a partir de 1961. Passou os anos de 1966 e 1967 na Europa em razão do Prêmio de Viagem ao
Exterior. Participou ativamente do movimento artístico
brasileiro como expositor, membro de júri, de comissões
organizadoras de certames artísticos.

Curador de mostras no país e no exterior, fez parte de
conselhos de arte de museus e da Comissão Nacional de Artes Plásticas. Com presença marcante no movimento artístico latino-americano, expôs individualmente em vários países, tendo integrado bienais internacionais. A partir de 1974,
quando realizou em São Paulo um mural em concreto de 20
metros de extensão, começou a trabalhar em maquetes para
esculturas. Realizou, nestes últimos 26 anos, inúmeras
esculturas em mármore e em madeira, bem como vários painéis e murais.

Recebeu nestes 60 anos de carreira artística diversos
prêmios, entre eles, o Grande Prêmio da Bienal Latino-
Americana do México, pelo qual concorriam 32 países.
Conquistou em seguida o Grande Prêmio Internacional da
Bienal de Cuenca, disputando com artistas de 38 países, obteve um dos dez maiores prêmios na Mostra Rio-Eco de 92, quando participaram concorrentes de toda a América Latina.

Agraciado em 1964 com o Prêmio de Viagem ao Exterior do
Salão Nacional de Arte Moderna, recebeu o Primeiro Prêmio
de Pintura na II Bienal Nacional da Bahia; o Prêmio Museu de
Arte Moderna de São Paulo no Panorama da Arte Brasileira
em 1973; o Prêmio Pesquisa do Ano e Prêmio Gonzaga
Duque da Associação Brasileira de Críticos de Arte e da Associação Paulista de Críticos de Arte, pela mostra retrospectiva no Rio de Janeiro e em São Paulo; o Prêmio Pesquisa do Ano concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte, pelo mural de concreto e relevo realizado na avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.

Possui obras no acervo dos Museus de Kioto e Osaka no
Japão; Museus de Arte Moderna do México e de Roma; Museu Rufino Tamayo e Instituto Cultural Domecq, México; Museu de Arte Moderna La Tertúlia, em Cali, Colômbia; Museu de Belas
Artes de Caracas, Venezuela; Museu de Arte de Toronto, Canadá; Museu de Skopje, antiga Iugoslávia; Museu de Arte
da Universidade de Austin, Texas; Museu de Arte Moderna de
Quito, Equador; da Bienal Internacional de Cuenca, Equador;
Instituto de Arte Contemporânea e Centro de Estudos
Brasileiros de Lima, Peru; Museu de Arte Americana de
Maldonado, Uruguai; Art Gallery of Brazilian American
Cultural Institute, Washington, bem como no acervo das
embaixadas em Roma, México e Munique.

Em acervos no Brasil : Museu de Arte Moderna de São Paulo
(MAM-SP), Museu de Arte de São Paulo (MASP), Museu de Arte
Contemporânea de São Paulo (MAC-USP), Museu de Arte
Brasileira da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP),
Museu de Arte Contemporânea de Americana e Pinacoteca do
Estado, São Paulo. Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
(MAM-RJ), Museu Nacional de Belas Artes, Museu Antônio
Parreiras - Niterói (RJ), Museu de Arte Moderna da Bahia
(MAM-BA), Museu de Arte Moderna Aluísio Magalhães - Recife,
Museu de Arte Contemporânea de Olinda, Museu de Arte
Contemporânea do Paraná, Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Porto Alegre (MARGS), Museu do Artista Brasileiro em Brasília.

Realizou, no exterior, exposições na cidade do México, em
Lima, Bogotá, El Salvador, Colômbia, Quito, Salerno, Bonn,
Milão, Roma, Paris, Madri, Barranquilha, Cali, Munique,
Baden-Baden, Washington, Nova York. Retrospectivas em Berlim na Staatliche Kunsthalle. No Brasil, apresentou retrospectivas no Museu de Arte Moderna de São Paulo
(MAM-SP) e Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro
(MAM-RJ), Pinacoteca do Estado de São Paulo e de Santos, Museu de Arte Contemporânea do Paraná e na Casa Andrade Muricy, Curitiba.

Participou de várias coletivas no exterior : Santiago,
Caracas, Madri, Paris, Roma, Barcelona, Bogotá, Bonn,
Baden-Baden, Hamburgo, Berlim, Viena, Londres, Bruxelas,
Salzburg, Tel Aviv, Nurembergue, Lisboa, Porto, Washington, Nova York, Ontário, Cagnes-Sur-Mer, Buenos Aires, Tóquio, Kioto, Osaka, Liverkusen, Frankfurt, Haia, Montevidéu, Milão, São José da Costa Rica, Salerno e Quito.

Bienais de São Paulo : VI, VII, VIII, IX, XII (Sala Especial),
XIII (Sala Brasília) e XIX (Sala Especial) e XX; II Bienal Nacional da Bahia, II Bienal de Arte de Coltejer, Medelín, Colômbia (convidado), I Bienal Ibero-Americana, México, I Bienal Latino-Americana, Caracas, II Bienal Internacional de Pintura, Cuenca, Equador (Sala Especial).

Há três livros publicados sobre sua obra, como também um
livro da coleção "Arte para crianças" (Berlendis & Vertecchia Editores) e alguns com a participação de outros artistas; foram produzidos dois filmes e vários vídeos referentes ao seu trabalho e às suas atividades artísticas.

É homenageado pelo Museu de Arte Contemporânea de São
Paulo, pela Bienal Nacional de Santos, Rotary e Lions Club
de São Paulo. Convidado de honra da Bienal Internacional
de Cuenca, Equador e do Museu de Arte Moderna de Quito. Recebe da Câmara de São José dos Campos o título de "Cidadão Joseense". Homenageado em 1999 com o Prêmio Lumière da Associação Cultural UNUPADEC de Roma.

Em 2002 é homenageado pelo X Salão Paulista de Arte
Contemporânea de São Paulo e pelo XXI Salão "Arte Pará",
organizado pela Fundação Romulo Maiorana em Belém, Pará.
Um novo livro vem sendo elaborado contendo a trajetória
completa das fases do artista, a ser lançado na ocasião de
sua retrospectiva na Pinacoteca do Estado de São Paulo ao
final de 2002.

Atualmente auxilia na educação artística de crianças com a
montagem de um acervo em sua casa para visitação de escolas e, além da pintura, gravura e serigrafia, dedica-se
inteiramente à criação de esculturas e relevos pintados,
atividade freqüente desde 1974.