Sábado, Novembro 07, 2009
"A minha escola não é do mandonismo"
Entre fotógrafos, empresários, dirigentes estatais, secretários e parlamentares, o governador Jaques Wagner refutou na sexta-feira (6) qualquer tipo de conotação intervencionista em relação a ofício encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado.
"Apenas manifestamos uma opinião (sobre o relatório do conselheiro Pedro Lino), sem a intenção de gerar tamanho debate. A democracia é o direito do contraditório. A minha escola não é a do mandonismo".
"A minha escola é a da luta pela liberdade de expressão e o que fizemos foi expor a nossa opinião", rebateu Wagner, após pergunta de jornalista. A declaração ocorreu durante o IV Encontro de Revendedores de Combustíveis e Lojas de Conveniência.
Um dos pontos altos do encontro ficou por conta da proposta do presidente da associação de revendedores de combustíveis, Paulo Miranda, e a resposta do governador baiano.
Miranda sugeriu a "unificação das alíquotas do ICMS entre os estados", apesar de considerar de difícil realização, mas, complementou com a afirmativa de que "essa é a única maneira de combater a sonegação fiscal".
Por outro lado, Wagner afirmou que a proposta é viável e aproveitou a provocação para criticar a atual guerra fiscal entre os estados para a atração de investimentos. "A guerra fiscal está chegando a um nível que beira a loucura".

