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crianca renal
8.Abril.2017

Doença renal também afeta as crianças

de todas as idades alerta a Fundação Pró-Rim, que explica os problemas da insuficiência renal crônica. Algumas doenças ocasionadas principalmente por rins policísticos apresentam em média risco de 25% de transmissão genética. Neste caso, o tecido normal do rim que faz a filtração é substituído por cistos.

Os cistos são bolinhas com conteúdo líquido. Isso pode representar, ao longo dos anos, a perda da função renal. O alerta é do médico nefrologista pediátrico da Fundação Pró-Rim, Dr. Artur Ricardo Wendhausen. “Se houver histórico na família, a avaliação deve ser mais rigorosa”.

“Fora isso, o acompanhamento periódico dos rins deve ocorrer geralmente a partir do terceiro ano de vida”. Segundo o médico, os pais também devem solicitar em cada consulta a medição da pressão arterial, que pode indicar o desenvolvimento da doença.

“A doença renal afeta tanto crianças como adultos. É silenciosa e não apresenta sintomas. Só vai se manifestar depois que estiver em estágio bem avançado. Por isso é importante detectá-la precocemente”, reforça Dr. Arthur.

Atenção sempre

Ele acrescenta que os pais devem prestar atenção aos sinais que podem indicar algum problema renal como inchaço, vômitos frequentes, infecções urinárias, atraso no crescimento, problemas ósseos e anemia de difícil cura.

O médico esclarece que o tratamento pode ser conservador, através de medicamentos e, em outra fase, hemodiálise ou diálise peritoneal, até chegar ao transplante. Ele garante que tanto hemodiálise como diálise peritoneal são tratamentos seguros.

“Preferencialmente, o médico é mais favorável à diálise peritoneal, tratamento em que as trocas de bolsas ocorrem em casa e a criança consegue manter a sua rotina escolar e familiar de maneira mais apropriada”, explica. “E nenhum dos tratamentos compromete o crescimento da criança”.