a regiao
Find more about Weather in Itabuna, BZ
geraldo simoes
15.Abril.2017

Geraldo Simões é investigado na Lava Jato

junto sua esposa Juçara Feitoisa e mais 27 políticos da Bahia. O ex-deputado federal e ex-prefeito de Itabuna Geraldo Simões (PT) (foto) intermediou o pagamento de R$ 200 mil para a campanha de sua esposa, Juçara Feitosa, à prefeitura de Itabuna, em 2012.

De acordo com o delator da Odebrecht Alexandre José Lopes Barradas, o dinheiro foi pago a pedido de Simões, que negociou, como contrapartida, a contratação da empresa para obras de abastecimento de água e esgoto, caso ela fosse eleita.

Segundo o Ministério Público Federal, as “vantagens” não foram contabilizadas. Apesar do suposto reforço financeiro nas contas da campanha, Juçara não foi eleita em 2012 e acabou ficando apenas em terceiro lugar no pleito.

O relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, determinou a abertura de inquérito no STF contra nove ministros do governo Michel Temer, 29 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas.

Também serão investigados um ministro do Tribunal de Contas da União, três governadores e 24 outros políticos e autoridades que, apesar de não terem foro no tribunal, estão relacionadas aos fatos narrados pelos colaboradores. Muitos são da Bahia.

Daniel Almeida

Dois delatores da Odebrecht acusaram em suas delações à Procuradoria-Geral da República o deputado Daniel Almeida (PCdoB) de receber R$ 400 mil da empreiteira por causa de uma obra na qual a empresa tinha interesse.

O comunista procurou a empresa com Isaac Carvalho, então candidato à prefeitura de Juazeiro (BA), quando foi acertado o pagamento de R$ 300 mil para a campanha eleitoral, já que o Grupo Odebrecht tinha interesse nas obras de saneamento básico do município.

“Outros colaboradores narram que, em nova ocasião, foi repassado ao parlamentar a soma de R$ 100 mil como auxílio, sendo que a entrega da senha a Daniel Almeida foi feita em um posto em Salvador, no Jardim de Alá”, destaca o ministro do STF Edson Fachin.

A senadora Lídice da Mata (PSB) tornou-se alvo de inquérito no STF sob suspeita de ter utilizado recursos ilegais na campanha de 2010. O inquérito tem como base a delação de José de Carvalho Filho, ex-executivo da Odebrecht, e indícios encontrados no “departamento de propinas”.

No sistema eletrônico "Drousys", que controlava os pagamentos irregulares a políticos, Lídice leva o apelido de “Feia”, segundo a PGR. Ela teria recebido R$ 200 mil não contabilizados para sua campanha ao Senado em 2010. Para a PGR, há indícios da prática de caixa dois.

Jutahy Junior

O deputado Jutahy Júnior (PSDB) recebeu da Odebrecht R$ 850 mil não contabilizados, segundo a delação de Benedicto Barbosa da Silva Jr, ex-diretor da Odebrecht Infraestrutura. Foram R$ 350 mil em 2010 e R$ 500 mil em 2014.

Segundo os ex-executivos da Odebrecht José de Carvalho Filho e Luiz Eduardo da Rocha Soares, foram doados R$ 110 mil a Mário Negromonte Júnior para a campanha de 2014, mas os documentos entregues apontam repasse de R$ 200 mil, o que seria indício de caixa dois.

“Ao lado disso, foram verificados pagamentos oriundos da Cervejaria Petrópolis S.A. que, segundo o órgão acusatório, figuraria como intermediária entre pagamentos ilícitos e candidatos a cargos públicos, fatos que, na ótica do Ministério Público, demandam esclarecimentos”, diz Fachin.

No caso do deputado José Carlos Aleluia (DEM), dois delatores revelaram pagamentos a duas campanhas. Eles citam que em 2010 foram R$ 300 mil em caixa 2, enquanto em 2014 foram R$ 280 mil em doação oficial, mas com contrapartida. Para a PGR, há indícios de propina.

Sem foro

Além de Geraldo Simões e Juçara Feitosa, a lista traz os deputados Marcelo Nilo e Leur Lomanto Jr, o conselheiro do TCM Mário Negromonte, o vice-governador João Leão, o secretário estadual Jaques Wagner, o vice-prefeito de Feira de Santana Colbert Martins.

Mais os vereadores de Salvador Tiago Brandão Correia, Paulo Câmara, Henrique Santana Carballal, Paulo Magalhães Júnior e Waldir Pires; o radialista Mário Kertesz e Geddel Vieira Lima. Da Prefeitura de Salvador, o prefeito ACM Neto, Jorge Khoury e Geraldo Alves Ferreira Júnior.

Todos eles serão investigados para confirmar ou não o que foi delatado pelos executivos e presidente da Odebrecht. Nesta ação (existe outra), Wagner é investigada junto com o ex-presidente Lula por receber propina para criar e aprovar a MP 703/15.

Geddel Vieira Lima é investigado por receber do Grupo Odebrecht vantagens não contabilizadas para as campanhas eleitorais de 2006 e 2014. A contrapartida era o apoio na aprovação de MPs e contratos referentes ao Transporte Moderno de Salvador II.