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varejo baiano
15.Abril.2017

Varejo baiano despencou em fevereiro

com uma queda nas vendas de 6,4%, em comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo o IBGE. O resultado é muito pior que o do varejo nacional, que caiu 3,2%. Na análise sazonal, a taxa do comércio varejista na Bahia registrou taxa negativa de 0,6%.

Segundo o analista técnico da SEI, Luiz Mário Vieira, a conjuntura adversa da atividade econômica continua influenciando o comportamento do setor, além de fatores como menor ritmo na oferta de crédito e restrição orçamentária das famílias. Mas ele está otimista.

“O comércio já começa a apresentar alguns sinais diferentes dos meses anteriores, principalmente quando identificamos o setor de móveis e eletrodomésticos, que apresentava uma queda muito forte nos meses anteriores e agora já apresenta uma queda menor”.

“Identificamos também a recuperação natural de livros, jornais, revistas e papelaria, que tem esse crescimento sazonal no mês de fevereiro e outros artigos de uso doméstico que registram uma taxa positiva”, explica.

Por atividade

Cinco dos oito segmentos do Indicador do Volume de Vendas registraram comportamento negativo. O pior foi o de escritório, informática e comunicação (-15,7%); seguido dos combustíveis (-12,9%), farmácia e cosméticos (-12,5%), supermercados, bebidas e fumo (-12,4%).

Móveis e eletrodomésticos ficou quase estável, com -0,4%. O segmento de impressos foi o que apresentou a maior variação positiva, 46,4%. Outros que registraram taxa positiva foram vestuário e calçados (8,6%) e artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%).

No âmbito nacional, as vendas do comércio varejista caíram 0,2% em fevereiro sobre janeiro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com fevereiro de 2016, sem ajuste, tiveram baixa de 3,2%. As projeções eram bem mais pessimistas, indo de -6% a -8,6%.

As vendas do varejo restrito acumularam retração de 2,2% em 2017 e queda de 5,4% nos últimos 12 meses. Mas o varejo ampliado, que inclui material de construção e veículos, teve aumento de 1,4% em fevereiro. Já comparado com fevereiro de 2016, sem ajuste, as vendas caíram 4,2%.

As vendas de supermercados caíram 0,5% após uma alta de de 8,1% em janeiro. As dos equipamentos de informática registraram queda de 1,5%. Os materiais de construção caíram 1,3% após alta de 1% no mês anterior.

Móveis e eletrodomésticos subiram 3,8% em relação a janeiro. No vestuário a alta foi de 1,5%, após aumento de 12,8% em janeiro. É um setor que vem se recuperando. A venda de combustíveis subiu 0,6% após queda de 1,3% no mês anterior.