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15.Abril.2017

Zika diminui, mas outras viroses preocupam

o Ministério da Saúde que, até março, registrou cerca de 4.900 casos de Zika em todo o país. No ano passado, nesta época, já haviam sido notificados mais de 142 mil casos. Ou seja, a redução foi de 97%. Em gestantes, foram 727 casos prováveis e nenhuma morte.

A administradora Susana Souto da Silva, de 34 anos, conta como foi a experiência de ser infectada. “Tive febre e muitas dores musculares. Eu não conseguia movimentar direito as mãos. Tinha muita dificuldade. Eu me senti melhor depois de sete dias.”

Melissa Cesário de Lima, de 40 anos, mora em Campina Grande, na Paraíba. Ela teve Dengue hemorrágica, Zika e Chikungunya e conta que, no caso específico da Zika, não conseguia ficar em pé por muito tempo.

“Os sintomas são dores fortes de cabeça, o corpo fica cheio de pintinhas, febre intensa, a imunidade baixa bastante... então você sente uma fraqueza, uma fadiga. Praticamente não consegue andar muito, ficar em pé por muito tempo.”

No ano passado, o governo federal comprou da Bahiafarma 3,5 milhões de testes para identificar o vírus. A tecnologia confirma, em 20 minutos, se o paciente está ou já foi infectado em algum momento da vida. Ao todo, foram investidos R$ 119 milhões para a aquisição dos testes.

Prevenção

A prevenção às três viroses passam pelo controle dos focos do mosquito Aedes aegypti, que gosta de água parada para colocar os ovos. Para impedir a formação das larvas é muito importante manter todo e qualquer recipiente, desde um vaso até a piscina, sempre limpo.

Para isso, alguns usam água sanitária para combater o mosquito. Mas será que isso realmente funciona? O pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz e especialista no mosquito, Ademir Martins, esclarece as dúvidas. “A água sanitária, de fato, mata as larvas do mosquito”.

“A questão é onde usar água sanitária, com qual frequência, qual tipo, qual a concentração. A gente nunca sabe exatamente qual é o certo. Então, o melhor é a gente evitar que a água se acumule para não precise usar água sanitária ou qualquer outra coisa”.

“Se for piscina, fonte, alguma coisa que precise ter água e ficar aberto, a água sanitária pode até ajudar. Pode ser boa para a gente lavar os pratinhos, aqueles utensílios que acumulam água, esfregando com uma esponjinha pra poder eliminar os ovos. Mas não é tão garantido”.

Citronela

As pessoas usam velas de citronela e andiroba para afastar o mosquito. Ademir explica que “algumas substâncias emitem cheiro repelente, como é o caso dessas velas. Elas atrapalham o mosquito de perceber nosso cheiro, então, repele o mosquito, o cheiro que é insuportável pra eles”.

“Essas velas são um efeito paliativo, o mosquito já tá ali circulando em volta da gente. Ele pode se afastar, mas não resolve o problema. O mosquito vai sair do ambiente naquele momento, mas quando não tiver mais a vela ele vai voltar, ou sair e picar outra pessoa”.

Por isso, explica, o melhor é sempre evitar que tenha um mosquito voando, querendo picar a gente. A maneira de fazer isso é com o controle das larvas, evitando água parada no quintal ou dentro de casa. Uma vistoria geral a cada 10 dias, ciclo da larva, garante sua segurança.