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almiro sena
15.Julho.2017

Réu por assédio, Almiro Sena já se entregou

à Justiça Federal, depois de ser considerado foragido e ter ordem de prisão expedida a pedido da procuradora-geral de Justiça Ediene Lousad. Segundo a sentença que determinou a prisão preventiva, oficiais de Justiça tentaram localizar o promotor.

Mas não conseguiram encontrá-lo no apartamento em que tem seu endereço oficial. Os oficiais encontraram uma placa de “Aluga-se” e entraram em contato com os vizinhos, que afirmaram não ver Almiro “há muito tempo”.

O promotor público e ex-secretário estadual de Justiça e Cidadania da Bahia, Almiro Sena, acabou se entregando na quarta-feira na sede da Justiça Federal, em Salvador. Ele poderia prejudicar seu caso se continuasse foragido.

Para o desembargador Mário Alberto Hirs, que assinou a ordem de prisão, defende que a prisão é necessária “porque o réu é pessoa dotada de recursos intelectuais e financeiros capazes de garantir a sua evasão prolongada, o que acaba por obstar a adequada marcha processual”.

A acusação

Almiro Sena foi afastado em 2014, depois que várias servidoras da Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos o acusaram de assédio sexual. Depois foi suspenso do Ministério Público, mas continua na lista ativa, recebendo salário bruto de R$ 28.338,12.

No dia 27 de junho, o Conselho Nacional do Ministério Público decidiu demitir o promotor por “infrações disciplinares análogas aos crimes de estupro e assédio sexual”. Na época, Sena negou as acusações e disse que se tratava de “uma armação política profissional”.

O Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público autorizou, no dia 27 de junho, que a procuradora-geral Ediene Lousado proponha ação de perda do cargo. Em nota, o MP-BA explicou que Almiro Sena só perderá o cargo depois do trânsito em julgado no CNMP.

 

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