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lula e geddel
15.Julho.2017

“Entreguei malas com dinheiro para Geddel”

afirmou o doleiro Lúcio Funaro em depoimento à Polícia Federal. As entregas eram feitas em uma sala do aeroporto de Salvador. Para entregar o dinheiro a Geddel Vieira Lima, o doleiro usava seu próprio avião ou voos fretados e a sala vip do hangar Aerostar.

O depoimento de Funaro, que se soma a outros que comprometem o peemedebista, foi decisivo para que a Justiça decretasse a prisão de Geddel, ex-ministro dos governos Lula e Temer, em caráter preventivo na segunda-feira 3, acusado de obstrução de justiça.

Recém-chegado ao presídio da Papuda, no Distrito Federal, no dia 4, Geddel teve o cabelo cortado e passou a “morar” com 9 detentos em uma cela com capacidade para 12 que tem quatro treliches. No local, um chuveiro frio e uma latrina.

No final do depoimento que deu ao juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal, Geddel Vieira Lima caiu no choro ao ouvir que ia ficar na prisão por tempo indeterminado. Mas ele acabou sendo solto nesta semana.

O peemedebista chegou a Salvador em um avião particular, com quatro pessoas, para cumprir prisão domiciliar. Um esquema montado no aeroporto impediu que a imprensa tivesse acesso a Geddel, que saiu em um carro comum para não chamar atenção.

De volta à cela

A liberdade de Geddel pode ser curta. O Ministério Público Federal já pediu à Justiça que ele volte à prisão porque, segundo os promotores, há novas provas que justificam isso. A soltura foi decretada pelo desembargador Ney Bello, que considerou normal ele ligar para Raquel Pitta.

Raquel é esposa de Lúcio Funaro e seu depoimento pode mudar a opinião do magistrado. Na sexta-feira 7 ela declarou à Polícia Federal que recebia ligações e pressão do ex-ministro de Lula, procurando saber se Funaro ia delatar.

Funaro disse à PF que foi informado pela esposa sobre as ligações de Geddel e teve medo, porque antes da prisão nunca houve contato dele com Raquel. O doleiro orientou a esposa a informar que estava tranquilo, para dar a impressão de que não faria delação.

Quando decretou a prisão de Geddel, o juiz federal Vallisney de Souza Oliveira afirmou que há provas de sua participação nas fraudes apuradas na Operação Cui Bono, que investiga corrupção na Caixa entre 2011 e 2013, quando ele era vice-presidente de pessoa jurídica.

 

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