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protesto professores
7.Outubro.2017

Prefeito de Itabuna corta adicionais de servidores

sem qualquer aviso prévio, gerando revolta em vários setores da administração. Os servidores só descobriram o corte na hora de receber o salário, em média 20% menor. Muitos ficaram sem condições de pagar as contas, outros recorreram a empréstimo e familiares por ajuda.

A Prefeitura alega que precisa fazer cortes, mas gasta R$ 2 milhões por mês com servidores temporários, indicados por cabos eleitorais, vereadores e aliados, vários deles sem qualificação para o cargo. São mais de 1.200 temporários (leia matéria nesta edição).

Os cortes atingiram o pessoal da saúde, da educação e os fiscais de transportes. Outras categorias podem ter sido atingidas mas o corte ainda não foi revelado. Os fiscais de transporte foram os mais prejudicados, perdendo 30% do salário com o corte do adicional de risco.

Professores

O corte do adicional de Atividade de Classe levou os professores a fazer um enorme protesto na porta da Prefeitura de Itabuna nesta semana, com mais de 500 profissionais da educação reclamando do prefeito Fernando Gomes e da secretária de Educação Anorina Smith Lima.

Os professores querem que o prefeito revogue o decreto que acabou com o AC, que chegava a 20% do salário-base ou R$ 700. O decreto foi publicado no dia 29 e a folha já foi paga descontada. Quem recebeu R$ 2.066,72 líquidos em agosto ficou com R$ 1.629,59 em setembro.

O prefeito alegou que o pagamento é ilegal, citando as leis Municipal 1.913/2003 e Federal 11.738/2008. A presidente do Sindicato do Magistério de Itabuna (SIMPI), Maria do Carmo Oliveira, diz que “o adicional de atividade de classe está previsto no Plano de Carreira”. Ela ameaça com greve.

Hospital de Base

Após cortar o adicional de insalubridade de quem trabalha nas unidades básicas de saúde, o Prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, cortou também o benefício dos trabalhadores do Hospital de Base Luiz Eduardo Magalhães.

Na segunda-feira, 2, o sindicato da categoria decidiu, em assembleia, dar um prazo de 20 dias para que o corte seja revisto, do contrário iniciarão uma greve. O Sindserv também quer acesso ao relatório que embasou a retirada da Insalubridade.

O diretor do Sindiserv, Levi Araújo, diz que o corte da insalubridade é ilegal, pois está previsto em lei. E que o clima está tenso no HBLem. “Há demissões em massa de contratados, ataques aos direitos, precárias condições de trabalho e caça às bruxas nos últimos oito meses”.



 

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