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lula com as maos sujas
9.Setembro.2017

Lula recebeu R$ 230 milhões em propina

e o PT mais de R$ 1,5 bilhão, segundo a Procuradoria Geral da República. Ao denunciar a formação de uma quadrilha pelo PT nos mandatos dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o procurador-geral da República descreveu os pagamentos de vantagens indevidas a Lula.

Eles chegam a R$ 230 milhões, como contrapartida a favorecimento de empresas como a Odebrecht e a OAS em contratos. Janot descreve Lula como “grande idealizador” da organização criminosa formada no governo federal para desvio de recursos relacionados à Petrobrás.

Parte dos recursos que a PGR afirma que Lula recebeu de propina estão relacionados à aquisição do imóvel onde está o Instituto Lula, de R$ 12,4 milhões, e também à compra do apartamento dele em São Bernardo do Campo-SP, de R$ 504 mil, que teriam sido fornecidos pela Odebrecht.

Além disso, Lula teria recebido propina “feita por meio do custeio de reformas em sítio localizado em Atibaia/SP, nos valores de R$ 170.000,00 e R$ 700.000,00, também objeto de dissimulação, ocultação da sua origem, movimentação, disposição e propriedade”.

Contratos caros

No total, em relação à OAS, Janot afirma que foram feitos pagamentos no valor de R$ 27 milhões ao ex-presidente para favorecer a construtora em contratos em obras em Alagoas, Pernambuco, Amazonas e Rio de Janeiro, entre 2004 e 2012.

Em dois momentos, Janot faz uma listagem de valores multimilionários que Lula teria recebido da Odebrecht de forma indevida. Primeiro, recebeu entre 2004 e 2012 R$ 128,1 milhões para contratos na Refinaria do Nordeste, no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Mais adiante na denúncia, Janot aponta que Lula recebeu R$ 75,4 milhões em contratos da Refinaria Getúlio Vargas, da Refinaria do Nordeste e do Comperj, além do Terminal de Cabiúnas, em Campos-RJ, e no Gasoduto Cabiúnas (GASDUC III).

“Apesar de não estar mais à frente da Presidência da República, Lula mantinha forte influência nos rumos do governo Dilma, além de ser uma pessoa influente perante autoridades estrangeiras, especialmente na América Latina e na África, países em que a Odebrecht tinha forte interesse”.

A quadrilha

A ex-presidente Dilma Rousseff também foi amplamente beneficiada com propinas, inseridas em planilhas que somam R$ 170,4 milhões, acusou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao apresentar a denúncia contra Dilma, Lula e outras seis pessoas por organização criminosa.

Além deles, são denunciados a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffman, os ex-ministros petistas Paulo Bernardo, Guido Mantega, Antonio Palocci e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari, acusados de “promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa”.

Segundo Janot, os acusados receberam R$ 1,5 bilhão em propinas. A quadrilha agia “para cometimento de uma miríade de delitos”. Para Janot, o PT é parte de uma organização criminosa “que congrega, pelo menos, os partidos PT, PMDB e PP”.

Bloqueio e penas

Janot pediu o bloqueio de R$ 6,5 bilhões dos ex-presidentes Lula e Dilma, dos ex-ministros Antônio Palocci, Guido Mantega, Paulo Bernardo, Edinho Silva e Gleisi Hoffmann, além do ex-tesoureiro João Vaccari Neto.

Janot também requereu a condenação de todos os acusados à reparação de danos materiais e morais “causados por suas condutas”, fixando-se um valor mínimo global de R$ 300 milhões. A denúncia de Janot foi reforçada, nesta semana, pelo depoimento de outro cacique petista.

O ex-ministro Antonio Palocci confirmou ao juiz Sergio Moro que Lula avalizou um “pacto de sangue” no qual a Odebrecht pagaria R$ 300 milhões em propina entre o final do governo Lula e os primeiros anos de Dilma. Com Diário do Poder.



 

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