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6.Janeiro.2018

Depressão pode levar à morte e preocupa

as autoridades porque a cada 40 segundos uma pessoa tira sua própria vida. Recentemente, chamou atenção o suicídio do cantor sul-coreano Kim Jong-hyun, que morreu em Seul aos 27 anos. Ele deixou uma carta de despedida na qual afirma que lutava contra uma depressão.

Assim como o jovem astro do K-pop, muitas pessoas sofrem silenciosamente com esta patologia, que deve ser tratada e tem cura. “Muitas vezes a pessoa não quer, necessariamente, morrer, mas dar fim ao sofrimento. Ou seja, não é algo racional que ela pensa”.

“Esse tipo de suicídio é possível de prevenir, uma vez que os pacientes que se encontram nesse estágio sempre dão algum tipo de recado. Eles sinalizam”, informa o psiquiatra da Holiste, Vitor Pablo (foto). A depressão causa um sofrimento profundo, levando o indivíduo à perda da funcionalidade.

“Tem várias facetas, intensidades e, muitas vezes, se esconde. É uma profunda dor na alma, uma dor moral e existencial muito grande”, explica o diretor clínico Luiz Fernando Pedroso. “A dinâmica psicológica do sujeito pode ter origem em fatores biológicos, ambientais ou de personalidade”.

Devastadora

A patologia traz consequências devastadoras para o indivíduo. De acordo com a psiquiatra Lívia Castelo Branco, a doença é uma das maiores causas de incapacidade; por isso, é importante que seja prontamente diagnosticada e tratada.

Luiz Fernando alerta para a importância de diferenciar a depressão de um período de tristeza, sentimento absolutamente normal e saudável. “A depressão é uma tristeza patológica, pouco reativa e, muitas vezes, com vida própria dentro do indivíduo, que se vê prisioneiro do sofrimento”.

Ele destaca que, quanto maior for a dor, mais o sujeito fica incapacitado. À medida que o sofrimento e a angústia aumentam, os sintomas pioram até o ponto dele não sair mais de casa, da cama, até não querer mais viver e chegar a pensar em um ato suicida.

“O controle da doença geralmente é feito de maneira multidisciplinar, associando psiquiatria, tratamento medicamentoso, psicoterapias e terapias de neuroestimulação, a depender do quadro do paciente e da resposta que ele dá a cada abordagem. Mas tem cura,” resume.