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salvavidas
6.Janeiro.2018

Prefeituras só lembram de salva-vidas no verão

mesmo sendo responsáveis por cidades praianas que dependem dos turistas para sustentar sua economia. Itacaré, por exemplo, só nesta semana anunciou a compra de novas boias para os salva-vidas do município, um dos mais procurados da Bahia, inclusive por estrangeiros.

Apesar de ter 14 praias muito frequentadas, Itacaré demorou para prepará-las para a segurança dos turistas. Mas pelo menos vem acertando no setor, com equipes de 4 salva-vidas nas praias, curso de aperfeiçoamento e sinalização.

Na Praia da Concha, muito procurada, foi colocada uma sinalização com boias e bandeiras, definindo os espaços para o banho e para a chegada de embarcações. No local destinado aos banhistas não é permitida a circulação de embarcações.

Também foi destinado um espaço, próximo ao acesso ao farol, para que os barcos façam o embarque e desembarque de passageiros. A iniciativa, segundo o Assessor de Planejamento da Prefeitura, Cléber Miranda, evita a circulação de barcos junto aos banhistas.

Ilhéus atrasada

Dona de 80 km de praias, Ilhéus está pior em prevenção. O equipamento é básico e insuficiente, ao invés de jet-skis para o salvamento no mar, a Prefeitura comprou motos de rua para levar dois salva-vidas de um lugar para o outro.

O número de salvadores está bem abaixo do necessário para garantir a segurança em mais de 15 praias na zona norte, três na área central e outras 20 na orla sul, que se estende até o Canabrava. No total, só existem 26 postos e 65 salva-vidas para 38 praias, muitas bem extensas.

Para piorar a situação, Ilhéus passou uma semana, já no verão e com praias cheias, com apenas 30% dos salva-vidas atuando, porque a categoria estava em greve. Só voltaram ao trabalho depois de uma ordem judicial, mas continuam insatisfeitos.