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Qui, Mai 11, 2006
Câmara, STF e PF investigam Reginaldo Germano
A Mesa Diretora da Câmara resolveu fazer pizza com os processos pedidos contra 36 dos 62 deputados da lista feita pela Polícia Federal depois das investigações de compra superfaturada de ambulâncias.
Só 16 serão investigados pela Comissão de Sindicância da Corregedoria, entre eles dois baianos, a deputada Zelinda Novaes, do PFL, e o Reginaldo Germano, do PP.
O nome de Reginaldo entrou de última hora, enviado para a Corregedoria pelo presidente da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB/SP) depois de uma reunião da Mesa.
A assessora do Ministério da Saúde Maria da Penha Lino, que explodiu o esquema ao depor na PF, entregou a ela e ao Ministério Público Federal um CD-ROM.
Nele estão os nomes de todos os parlamentares que participaram do esquema, o número de ambulâncias e ônibus comprados, as prefeituras que receberam, o autor da emenda e quem entregou os veículos.
Antes o juiz federal Jefferson Schneider tinha pedido ao Supremo Tribunal Federal investigação contra o Reginaldo Germano e os outros 62 parlamentares acusados no esquema.
O pedido do magistrado ocorreu porque um dos grampos feitos pela Polícia Federal nos telefones do comando da quadrilha revela instruções de depósito de provável propina na conta de Germano na CEF.
Os grampos registram, no dia 22 de dezembro de 2005, conversa de Luiz Antônio Vedoin, dono da Planan, e sua irmã e sócia Alessandra. A Planan era a empresa que operava o esquema de fraudes.
Luiz manda a irmã depositar dinheiro na conta de uma série de pessoas, entre elas o deputado Reginaldo Germano. Ele dá o número da agência da CEF na Câmara, o número da conta e o CPF do parlamentar.
O empresário manda depositar R$ 15 mil em dinheiro e observa que tem que ser "na boca do caixa".